São Paulo é eleita a cidade mais feliz da América Latina pelo Happy City Index 2026
Capital paulista ocupa a 161ª posição no ranking global, superando metrópoles como Nova York e Dubai; investimentos em saúde, educação e mobilidade sustentam o índice.
Imagem: Divulgação / Prefeitura de SP
São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina pelo levantamento internacional Happy City Index 2026, que analisou 250 cidades globais. A capital paulista ocupa a 161ª posição no ranking mundial com 5.743 pontos, superando destinos como Dubai e Nova York, enquanto Buenos Aires aparece na 189ª colocação. O índice utiliza 64 indicadores de qualidade de vida divididos em seis dimensões: Cidadãos, Governança, Meio Ambiente, Economia, Saúde e Mobilidade.
O desempenho reflete o aumento dos investimentos municipais, que atingiram R$ 25 bilhões em 2025. Na área da saúde, o município financia 83% do setor e expandiu a rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de 3 para 34 em uma década, realizando 7,5 milhões de consultas no último ano. Na educação, a cidade mantém pelo sexto ano consecutivo a fila de creches zerada, atendendo mais de 300 mil crianças de 0 a 3 anos com estrutura completa e alimentação.
No campo ambiental e de mobilidade, São Paulo conta com 123 parques municipais e possui uma frota de 1.259 ônibus elétricos, o que representa mais de 80% do total deste tipo de veículo no Brasil. Essa transição energética evita o consumo anual de 47,6 milhões de litros de diesel e reduz a emissão de 109,5 mil toneladas de CO₂. Além disso, a ocupação de espaços públicos, como a abertura da Avenida Paulista para lazer, recebe até 50 mil pessoas por edição.
A força econômica e o calendário cultural também impulsionaram o turismo, com a cidade recebendo 47,2 million de visitantes em 2025, gerando um faturamento de R$ 25,4 bilhões. O fluxo de 2,5 milhões de turistas internacionais consolidou a capital como a principal porta de entrada de estrangeiros no país. O levantamento destaca que a combinação de políticas estruturantes e infraestrutura de serviços converteu a força econômica em melhorias diretas no bem-estar e na qualidade de vida urbana.