“Parem de nos matar”: exigem mulheres no 8 de março em Brasília

Manifestantes protestaram contra a violência pediram o fim da escala 6x1, tida como especialmente difícil para as mulheres.

Por Agência Brasil
12 Min


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Os recorrentes casos de feminicídio no Brasil foram o destaque da manifestação que marcou o Dia Internacional da MulherNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. em Brasília. Com cartazes escritos Parem de Nos Matar, centenas de pessoas denunciaram a violência de gênero no Distrito Federal (DF)Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. nesse domingo (8). ebc.png?id=1681143&o=rss ebc.gif?id=1681143&o=rss

O ato ocorreu próximo à Torre de TV, no centro de Brasília, e contou com a participação de grupos musicais, partidos políticos, sindicatos e diversos coletivos feministas. A manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), tida como especialmente difícil para as mulheres.


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Ato 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil

O governo do DF de Ibaneis Rocha também virou alvo do protesto, que lembrou a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o banco estatal do DF.


Outra pauta de destaque foi a denúncia do imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã, em Cuba e na Venezuela. A ação israelense na Palestina também foi alvo de falas e cartazes na marcha das mulheres.

Violência de gênero

A artista plástica Daniela Iguizzi, de 55 anos, levou consigo a obra Medo

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Daniela IguizziNotícias relacionadas: retrata o medo em obra- Valter Campanato/ Agência Brasil.

“A mulher não tem um minuto de paz. Ela não tem sossego no seu lar. Ela não tem sossego no seu trabalho. Em todos os lugares nós podemos ser assediadas, podemos ser assassinadas. Por isso, o nome dessa obra é medo. Medo é o que toda mulher brasileira sente”, disse

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Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


A coordenadora do grupo de maracatu Baque Mulher Brasília, Raquel Braga Rodríguez, destacou os feminicídios como grande preocupação das mulheres brasileiras e que o ato é contra esse tipo de crime.



“O governo lançou esse Pacto Nacional contra o Feminicídio e a gente gostaria muito que essa política pública fosse realmente colocada em prática, que a gente visse resultado na redução desses números”, disse Raquel.



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Notícias relacionadas: Raquel Braga Rodriguez destaca os feminicídios como grande preocupação. - Valter Campanato/ Agência Brasil.

No início de fevereiro, um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário foi firmado para adoção de medidas contra a violência de gênero no Brasil.


Com 88 anos completados ontem, a histórica militante do movimento de mulheres negras do Distrito Federal Lydia Garcia foi à manifestação, mesmo com risco de chuva. Professora de música aposentada do Coletivo Mulheres Negras Baobá, Lydia é mãe de cinco filhos,

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Notícias relacionadas: Lydia Garcia diz que a marcha impõe a força da mulher. - Valter Campanato/ Agência Brasil.

“Nós mulheres, principalmente as mulheres negras, estamos impondo a este mundo e a este Brasil a nossa força, as nossas lutas e vitórias por dias melhores contra a violência dos jovens negros, contra o feminicídio”


Distrito Federal

Um dos alvos da manifestação do Dia da Mulher em Brasília foi o Governo do Distrito Federal (GDF), liderado por Ibaneis Rocha, e sua vice, Celina Leão.


A representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)Notícias relacionadas:

SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. Jolúzia BatistaNotícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. reclamou da falta de dinheiro para políticas públicas de proteção às mulheres no DF.Notícias relacionadas:SP: ato das mulheres pede fim da violência e defende fim da escala 6x1.Mulheres se reúnem em Copacabana contra a violência e o feminicídio.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres. 

“Estamos vivendo um escândalo financeiro no Brasil com o banco do GDF [o BRB] sendo rifado e faltando dinheiro para a política pública”, disse à Agência Brasil.


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Joluzia destaca a corrupção como uma das causas da falta de dinheiro para políticas públicas- Valter Campanato/ Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) investiga a tentativa de compra do Master pelo BRB. O Banco de Brasília estuda dar 12 imóveis públicos do DF como garantia de empréstimos para reforçar o caixa da instituição após perdas estimadas em R$ 2,6 bilhões com a aquisição de créditos do Master.

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A ativista do AMB defendeu ainda que, além da denúncia contra o feminicídio, a luta das mulheres deve ser por orçamento que financie as políticas públicas que melhore a vidas das meninas e mulheres.



“A gente precisa falar de orçamento. Com as emendas parlamentares, as emendas Pix, elas levaram o dinheiro da política pública. Perdemos qualidade de serviço, perdemos capacitação de profissionais, perdemos em campanhas educativas”, comentou.



Avanços da luta das mulheresNotícias relacionadas: 

Uma das organizadoras do ato, Thammy Frisselly

Notícias relacionadas: destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de MarçoNotícias relacionadas: em BrasíliaNotícias relacionadas: e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres na cidade.

“O 8M [8 de março] é o maior ato político feminista da capital federal. A gente teve muitos avanços, não só nas leis, mas também no aumento no número de delegacias para mulheres”, detalhou Thammy.



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Thammy Frisselly destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de Março, em Brasília, e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres - Valter Campanato/ Agência Brasil.

Para a representante da Assembleia Popular pela Vida de Todas as Mulheres, a violência contra a mulher é hoje debatida na sociedade devido a pressão dos movimentos ao longo dos anos.



“Podemos falar hoje abertamente que é violência o seu ‘psiu’ no meio da rua, que é violência você falar da minha roupa. Essa é uma educação bem na base que é resultado da luta das mulheres”, completou Thammy.


Escala 6x1 e imperialismo

A ativista do DF acrescentou que a pauta do fim da escala 6x1 é central na luta das mulheres, que já são submetidas a jornadas duplas ou triplas, cuidando da casa, dos idosos, das crianças e ainda tendo que trabalhar.


“As mulheres precisam de tempo para tratar da sua saúde mental, para

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/parem-de-nos-matar-exigem-mulheres-no-8-de-marco-em-brasilia
FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/parem-de-nos-matar-exigem-mulheres-no-8-de-marco-em-brasilia