São Paulo acolheu 470 mulheres vítimas de violência em unidades sigilosas em 2025

Rede municipal oferece 130 vagas de proteção integral para casos de risco iminente; 42% das atendidas reconquistaram autonomia financeira e habitacional no último ano.

Por Redação-Itaquera em Notícias
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Imagem ilustrativa / SMADS - Prefeitura de SP

A rede socioassistencial da cidade de São Paulo registrou, em 2025, o acolhimento de 470 mulheres vítimas de violência doméstica. O atendimento, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), foca na interrupção do ciclo de abuso e na oferta de proteção imediata. Para casos de risco iminente de morte, a prefeitura dispõe de unidades sigilosas de alta complexidade, como as Casas de Passagem (CPMVV) e os Centros de Acolhida Especial (CAEMSV), onde o endereço e os dados das usuárias e de seus filhos permanecem sob estrito sigilo institucional.

Atualmente, a capital conta com 130 vagas em equipamentos confidenciais, localizados em pontos estratégicos para garantir a segurança das vítimas. Além do abrigo, as mulheres recebem suporte 24 horas, alimentação, regularização documental e acompanhamento jurídico e psicológico. O acesso a esses serviços ocorre mediante avaliação técnica de risco realizada pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), que articulam o fluxo junto à Central de Vagas do município.

O objetivo central da política pública é a chamada "saída qualificada", que visa a retomada da autonomia plena. Em 2025, 42% das mulheres acolhidas nos centros sigilosos reconquistaram sua independência, seja através da inserção no mercado de trabalho, retorno à convivência familiar segura ou conquista de moradia própria. O processo de reconstrução de trajetória inclui o encaminhamento para programas de geração de renda e a matrícula protegida de crianças na rede de ensino, preservando a integridade da unidade familiar.

Embora as mulheres representem 16,6% da população em situação de rua em São Paulo, muitas chegam ao sistema de assistência após perderem o vínculo habitacional devido à violência patrimonial e física. O acolhimento atua como uma ferramenta estruturante para romper o estado de alerta constante e o isolamento social. Ao garantir um ambiente protegido e sigiloso, a assistência social permite que as vítimas planejem o futuro e superem os traumas decorrentes das agressões sofridas no ambiente doméstico.