Prefeitura de São Paulo detalha rede de políticas públicas voltadas às mulheres

Ações integram geração de renda, proteção social e saúde; município destaca programas de autonomia financeira e segurança para combater a violência de gênero.

Por Redação-Itaquera em Notícias
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Imagem: Divulgação / Prefeitura de SP

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (08), a Prefeitura de São Paulo divulgou um balanço do conjunto de políticas públicas permanentes voltadas ao público feminino na capital. As ações abrangem eixos de geração de renda, proteção social, saúde, habitação e segurança, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades e promover a autonomia econômica. Entre os destaques, o município aponta o atendimento a 4.903 mulheres por meio de auxílio-aluguel voltado a vítimas de violência e o encaminhamento de 1.647 mulheres ao mercado de trabalho através de mutirões específicos realizados desde 2021.

Na frente de geração de renda, o programa POT Mães Guardiãs mobiliza atualmente mais de 1,3 mil mulheres em unidades escolares municipais, somando cerca de 10 mil participantes desde a sua criação. Para vítimas de violência doméstica, o município mantém o programa "Tem Saída", que facilita a inserção profissional, além do "Auxílio Ampara", benefício financeiro voltado aos filhos de vítimas de feminicídio. Na área habitacional, o programa "São Paulo por Elas" já destinou centenas de cartas de crédito para garantir segurança patrimonial a essas mulheres.

O setor da saúde concentra ações preventivas e de acompanhamento integral nas 481 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O planejamento reprodutivo e a assistência gestacional são pilares da rede, que realizou mais de 42 mil implantes subdérmicos e 9 mil inserções de DIU apenas em 2025. O programa "Mãe Paulistana" monitora a gestação e os dois primeiros anos de vida do bebê, enquanto mutirões periódicos, como o "Avança Saúde Mulher", ampliam a oferta de exames preventivos, como Papanicolau e mamografias, sem necessidade de agendamento prévio.

A segurança pública focou na estruturação da Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais (IDMAS) da Guarda Civil Metropolitana, que ampliou seu efetivo e frota especializada para o patrulhamento preventivo. O programa "Guardiã Maria da Penha" realiza o monitoramento de mulheres com medidas protetivas, contando com o suporte tecnológico do "App Mulher", que permite acionamento geolocalizado da GCM. Paralelamente, o sistema de transporte coletivo municipal reforça protocolos de combate ao abuso sexual, com treinamentos para motoristas e postos de apoio em terminais estratégicos.