A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) de São Paulo mantém uma rede de 761 serviços voltados à proteção de crianças e adolescentes, totalizando mais de 102 mil vagas. A estrutura é dividida entre proteção social básica, voltada à prevenção, e proteção especial, destinada a casos de violação de direitos. Atualmente, mais de 4 mil jovens estão em serviços de acolhimento na capital paulista.
Na proteção básica, unidades como os Centros para Crianças e Adolescentes (CCA) e Centros para Juventude (CJ) oferecem atividades socioeducativas e culturais no contraturno escolar. Já a proteção especial atua em contextos de maior vulnerabilidade, incluindo o Serviço de Medida Socioeducativa em Meio Aberto (MSE) e programas de acolhimento provisório, como o SAICA, Casas Lares e o Família Acolhedora, utilizados quando há necessidade de afastamento do convívio familiar.
A porta de entrada para esses serviços são os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), organizados de forma territorial. Nesses locais, as famílias são identificadas e encaminhadas para programas que incluem desde oficinas artísticas até cursos profissionalizantes, como os oferecidos nos Centros de Desenvolvimento Social e Produtivo (CEDESP).
A atuação da rede é fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Política Nacional de Assistência Social (PNAS). O objetivo central das iniciativas é o fortalecimento de vínculos familiares e o desenvolvimento de autonomia, visando garantir proteção integral e a reintegração social em casos determinados pela Justiça.