Dia Mundial do Câncer: Especialista da Zona Leste alerta que 1/3 dos casos pode ser evitado

Com o Hospital Santa Marcelina como referência regional, campanha reforça que alimentação saudável e exames de rotina são vitais contra o aumento de 20% na incidência da doença.

Redação - Itaquera em Notícias
02/02/2026 10h38 - Atualizado há 1 mês

Dia Mundial do Câncer: Especialista da Zona Leste alerta que 1/3 dos casos pode ser evitado
Imagem: Divulgação

O Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quarta-feira (4), acende um alerta sobre a segunda principal causa de mortes no mundo. Segundo o INCA, a incidência da doença subiu 20% na última década, com uma estimativa de 704 mil novos casos no Brasil entre 2023 e 2026. Apesar dos números preocupantes, a boa notícia é que um terço das ocorrências pode ser evitada com mudanças de hábitos e diagnóstico precoce. Fatores nocivos, como tabagismo e sedentarismo, são responsáveis diretos ou indiretos por 40% dos tumores.

A alimentação desempenha um papel crucial nessa proteção. O Dr. Roberto Odebrecht Rocha, coordenador de Oncologia Clínica do Hospital Santa Marcelina, alerta que dietas ricas em açúcares e ultraprocessados elevam os riscos. "Estudos mostram que dietas baseadas no consumo de açúcar, gorduras saturadas, gorduras trans e alimentos ultraprocessados contribuem para o aumento dos índices de câncer de várias formas", explica o especialista. Ele reforça que carnes processadas (salsicha, bacon, presunto) são comprovadamente cancerígenas, enquanto o consumo de sal deve ser limitado a 5g diários.

O diagnóstico precoce continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir a mortalidade. Para o câncer de mama, a mamografia — agora indicada a partir dos 40 anos — pode reduzir o óbito em até 40%. Já o câncer colorretal pode ter o risco de morte reduzido em 56% com a realização da colonoscopia. "Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada e realizar exames de rotina são recomendações que devemos incorporar ao nosso dia a dia", orienta o Dr. Roberto, destacando que 70% dos pacientes oncológicos precisarão de radioterapia em algum momento.

Na Zona Leste, o Hospital Santa Marcelina é a grande referência no tratamento oncológico, oferecendo suporte tecnológico avançado em quimioterapia e radioterapia para adultos e crianças. A instituição conta com uma Central de Quimioterapia modernizada, equipada com 12 consultórios, salas de emergência, farmácia especializada e áreas de acolhimento humanizado. Esse suporte multidisciplinar é fundamental, pois pacientes que mantêm hábitos saudáveis após o diagnóstico apresentam uma redução de até 30% nas taxas de recidiva da doença.


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