A fiscalização parlamentar dos serviços de saúde é um instrumento legítimo do Estado Democrático de Direito e desempenha papel fundamental na promoção da transparência e na melhoria das políticas públicas. No entanto, quando realizada sem respeito aos limites técnicos, jurídicos e assistenciais, essa atuação pode gerar efeitos contrários ao interesse público e comprometer diretamente a segurança do paciente.
Diante disso, a Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP) lançará, no próximo dia 29, campanha que chama a atenção para os limites jurídicos desse tipo de ação, em defesa da proteção da assistência. O lançamento acontecerá no Almoço AHOSP – Conselho Aberto – “Horizontes 2026”, na capital paulista, e reunirá representantes do setor de saúde e autoridades. Na ocasião, serão apresentados um manifesto da entidade sobre a questão; nota técnica institucional, além de um manual de conduta, com orientações de como receber e conduzir a visita.
Será lançado, ainda, um canal de denúncias aos hospitais associados, visando o registro de situações em que ações de fiscalização ou exposição pública tenham interferido no cuidado à saúde, na segurança do paciente ou na regularidade do serviço assistencial. As informações são analisadas tecnicamente pela AHOSP e podem subsidiar medidas institucionais, recomendações formais e encaminhamentos aos órgãos competentes. As ocorrências devem ser reportadas via formulário.
Outros caminhos
Existem caminhos eficazes e responsáveis para o exercício do controle, como o diálogo institucional, a solicitação formal de informações, visitas técnicas previamente agendadas e o encaminhamento de demandas aos órgãos competentes. Essas ações fortalecem a governança e produzem resultados concretos, sem violar direitos ou comprometer o cuidado.
No contexto do Sistema Único de Saúde, que atende milhões de brasileiros diariamente, a necessidade de equilíbrio é ainda maior. Profissionais atuam sob pressão constante, com recursos limitados e alta carga emocional, o que exige respeito às rotinas técnicas e à privacidade dos pacientes. “Respeitar o trabalho dos profissionais de saúde e a privacidade dos pacientes não enfraquece a fiscalização, ao contrário, torna o controle mais responsável e eficaz”, destaca Mitri.
Ele completa, ainda, que fortalecer o sistema de saúde passa pela compreensão de que transparência e segurança assistencial caminham juntas. “Fiscalizar é necessário, mas sempre com empatia, responsabilidade e compromisso com a vida”, conclui.
SOBRE A AHOSP
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VIVIANE SOARES BUCCI
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