O Theatro Municipal de São Paulo foi palco, na noite desta quarta-feira (28), da cerimônia de entrega do Prêmio Cidade de São Paulo. A honraria, que integra as celebrações dos 472 anos da capital, homenageou 22 personalidades, empresas e instituições que se destacam por suas contribuições ao desenvolvimento econômico, social e cultural da metrópole. O evento contou com apresentações da Orquestra Sinfônica Municipal e dos maestros Roberto Minczuk e João Carlos Martins.
Durante o ato, o prefeito Ricardo Nunes reforçou o papel da premiação em valorizar quem impulsiona a capital. “Eu só tenho que agradecer a todos os homenageados que contribuíram com a maior cidade da América Latina, uma cidade que acolhe, a cidade das oportunidades e que cuida das pessoas”, afirmou Nunes. Entre os destaques, foram citadas políticas públicas de vanguarda, como o Smart Sampa — que auxiliou a GCM na prisão de criminosos foragidos — e as Cozinhas Escola, reconhecidas pelo Guinness como parte do maior programa de segurança alimentar do mundo.
A diversidade dos premiados refletiu a complexidade urbana paulistana. Histórias como a de Margot Bina Rotstein, sobrevivente do nazismo acolhida por São Paulo há 80 anos, emocionaram o público. “São Paulo está no meu coração e retribuo esse carinho com muito orgulho”, disse Margot. No campo da sustentabilidade, Helita Honda, da Pedra 90 Plantios, celebrou o reconhecimento pelo plantio de 40 mil árvores: “Espero que isso possa incentivar mais e mais pessoas”.
A premiação também deu voz a talentos da periferia, como a atleta de salto em distância Vanessa Sena, revelada no Centro Olímpico da prefeitura. “São Paulo me formou e me ensinou a ser resistente, a não desistir e a continuar”, declarou a campeã sul-americana. O evento reafirmou o compromisso da gestão municipal em integrar tecnologia, inovação e humanização para enfrentar os desafios de uma cidade que se transforma diariamente através do trabalho e da solidariedade.