Prefeitura de SP inaugura Vila Reencontro Armênia II para acolher até 496 pessoas no Centro

Nova unidade é a 13ª do programa que já garantiu quase mil saídas qualificadas; foco é a autonomia e reinserção no mercado de trabalho.

Por Redação-Itaquera em Notícias
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Imagem: Divulgação / Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo inaugurou, nesta quarta-feira (21), a Vila Reencontro Armênia II, situada na região central da capital. A entrega faz parte das celebrações do aniversário de 472 anos da cidade e marca a 13ª unidade do programa municipal voltado ao acolhimento e à autonomia da população em situação de rua. Desde sua criação em 2022, a iniciativa já realizou quase 4 mil atendimentos e viabilizou 974 saídas qualificadas, que incluem desde a reintegração familiar até a inserção no mercado de trabalho.

Durante a cerimônia, o prefeito Ricardo Nunes ressaltou o papel do poder público no suporte aos cidadãos em momentos de crise. “Em alguns momentos da vida, quem chega a São Paulo enfrenta situações complicadas de vulnerabilidade. É nesse momento que entra o trabalho da Prefeitura, com a Vila Reencontro: estender a mão para o reencontro, com ações de políticas públicas que garantem acolhimento com qualidade, carinho e amor, para que essas pessoas tenham a chance de se reerguer, se reinserir no mercado de trabalho e cuidar de suas famílias”, afirmou.

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A nova unidade conta com 109 módulos habitacionais independentes, sendo 15 deles adaptados para pessoas com deficiência ou famílias numerosas de até oito integrantes. Com capacidade total para acolher 496 pessoas, a Vila Reencontro Armênia II será gerida pelo Instituto Pilar, organização que já administra diversos serviços de abordagem social e centros de acolhida na cidade. O modelo oferece amparo temporário e acompanhamento técnico para facilitar a reorganização da vida dos beneficiários.

O foco central da política pública é a transitoriedade, incentivando os acolhidos a buscarem independência financeira e moradia definitiva. Sobre esse objetivo, Nunes foi enfático: “Aqui não é um local que a gente quer que as pessoas fiquem o tempo inteiro, dependendo do Estado. Queremos que busquem sua autonomia, tenham o seu emprego, ganhem o seu dinheiro”. O programa combina moradia digna com ações de reinserção produtiva e fortalecimento de vínculos comunitários.

A rede socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) tem ampliado a capilaridade dessas unidades em locais estratégicos. Além da região central, bairros como São Mateus, Penha, Ermelino Matarazzo e Ipiranga já contam com Vilas Reencontro em operação. A nova estrutura no Canindé reforça o atendimento em territórios com alta demanda por proteção social, oferecendo espaços de convivência e suporte técnico especializado.

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