Crime organizado pressiona Estados
A atuação das facções e do crime organizado sobre mercados ilícitos e não regulados conduz o debate estratégico do iLab-Segurança 2026
Divulgação
Legenda: Secretários de segurança, chefes de polícia e presidentes de conselhos estaduais reúnem-se no iLab para apresentar propostas que reforçam a PEC da Segurança Pública.
O avanço do crime organizado, com expansão de facções não apenas sobre o aspecto territorial, mas também sobre mercados ilícitos e não regulados reacendeu o debate sobre a governança da segurança pública no Brasil e seus impactos fiscais e institucionais. Diante desse cenário, o Instituto Laboratório Estratégico em Segurança Pública (iLab-Segurança) colocou o enfrentamento ao crime organizado no centro da programação da edição 2026, marcada para março, em Brasília, como parte de uma agenda técnica voltada à coordenação federativa e à eficiência do gasto público.
Contexto de mercado e institucionalDados recentes do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) indicam crescimento consistente da atuação de facções criminosas para além dos grandes centros tradicionais, com presença em rotas logísticas, portos, fronteiras e economias regionais. O movimento pressiona orçamentos federal e estaduais, afeta cadeias produtivas e amplia riscos para investimentos em infraestrutura, logística e serviços públicos, além dos prejuízos sociais decorrentes.
Estudos de impacto econômico apontam que a expansão do crime organizado eleva custos operacionais, reduz previsibilidade institucional e compromete a capacidade de planejamento fiscal dos Estados e das empresas, criando um ambiente de incerteza que se reflete em menor atração de capital e maior pressão sobre gastos correntes.
Detalhes da agenda estratégicaO iLab-Segurança 2026 estrutura sua programação a partir de um eixo dedicado ao combate ao crime organizado, com foco em:
- análise de impacto da atuação do crime organizado sobre mercados ilícitos e não regulados
- desarticulação financeira de facções e milícias;
- integração de inteligência entre Estados e União;
- governança do sistema prisional como vetor de controle do crime;
- coordenação federativa e compartilhamento de dados;
- impactos fiscais e institucionais da criminalidade organizada.
O objetivo é apresentar propostas tecnicamente viáveis, com avaliação de custo-benefício, capazes de orientar políticas públicas em um contexto pré-eleitoral marcado por forte demanda social por respostas imediatas.
Perfil do iLab-SegurançaO iLab-Segurança é uma associação civil sem fins lucrativos sediada em Brasília, dedicada à pesquisa aplicada, articulação institucional e formulação de soluções para políticas públicas de segurança. Atua como plataforma de convergência entre gestores públicos, setor produtivo, academia e sociedade civil, com foco em eficiência institucional e sustentabilidade das políticas de segurança.
Racional estratégico e posicionamento institucionalSegundo Thiago Costa, secretário-executivo do CONSESP e curador acadêmico do iLab-Segurança 2026, o enfrentamento ao crime organizado exige abordagem estruturante.
“O avanço das facções não é apenas um problema de polícia, mas de governança do Estado. Sem coordenação federativa, financiamento estável e inteligência integrada, o custo econômico e institucional dessa expansão tende a crescer de forma exponencial, especialmente em cenários nos quais o Estado falha por fragilidade na regulação ou na falta dela. É preciso compreender que a falta de regulação sobre determinadas áreas é o campo aberto para a atuação do crime organizado.”, afirma.
A articulação com o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (CONSESP) busca alinhar diagnósticos técnicos com propostas legislativas e administrativas que reduzam assimetrias entre Estados e União.
Por que isso importaA expansão do crime organizado deixou de ser um tema restrito à segurança pública e passou a impactar diretamente o ambiente de negócios, a sustentabilidade fiscal e a capacidade de crescimento regional. Para investidores e formuladores de política econômica, o debate sobre segurança tornou-se variável relevante na análise de risco institucional e previsibilidade regulatória.
Inscrições abertasO debate será aprofundado no iLab-Segurança 2026, que ocorrerá em março, logo após a reabertura do ano legislativo. A expectativa é consolidar propostas técnicas que sirvam de base para decisões legislativas e administrativas ao longo de 2026, em um cenário de alta sensibilidade política e econômica.
As inscrições para a II Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2026 estão abertas. O evento será realizado entre 3 e 6 de março de 2026, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).
Reconhecido como um dos principais fóruns nacionais dedicados ao tema, o iLab-Segurança reunirá autoridades públicas, lideranças institucionais, especialistas, conselhos estratégicos e representantes do setor privado para discutir desafios estruturais e soluções integradas para a segurança pública, com foco em articulação federativa, inovação e formulação de políticas públicas.
A programação prevê painéis temáticos, debates técnicos e a apresentação de propostas voltadas ao aprimoramento da governança e da atuação institucional na área.
As inscrições estão disponíveis no site oficial:
https://ilabseguranca.com.br/
ILAB Segurança Instituto de Laboratório de Segurança e Inovação
iLab-Segurança 2026
Data: 03 a 05 de março de 2026
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), Brasília
Realização: ILAB Segurança Instituto de Laboratório de Segurança e Inovação
Site: www.ilabseguranca.com.br
Redes sociais: @ilabseguranca
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