Unifesp divulga caderno temático do Lenad III sobre consumo de cannabis e outras substâncias psicoativas
Publicação apresenta perfil das pessoas que usam as substâncias, inclusive sintéticas, para orientar políticas públicas baseadas em evidências
Divulgação UNIFESP
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) e com a Ipsos Public Affairs, divulga o caderno temático do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III) dedicado à cannabis e outras substâncias psicoativas ilícitas.
O material apresenta o perfil das pessoas que fazem uso, com destaque para o perfil de adolescentes e mulheres, além do consumo de substâncias sintéticas no país.
O Lenad é atualmente o maior inquérito domiciliar de base populacional sobre consumo de substâncias psicoativas, dependências e fatores associados no Brasil. A terceira edição do levantamento foi realizada entre 2022 e 2023, com 16.608, com pessoas de 14 anos ou mais, entrevistadas em todo o território nacional, utilizando questionários autopreenchidos e padronizados. A manutenção da mesma metodologia, desenho amostral e instrumentos utilizados no Lenad II, de 2012, permite retomar comparações intertemporais após mais de uma década, restabelecendo uma série histórica fundamental para o monitoramento epidemiológico e para o planejamento de políticas públicas baseadas em evidências.
Alguns números
Uso de Cannabis na população brasileira com 14 anos ou mais:
Uso alguma vez na vida: 0,76% → 2,20%
Uso no último ano: 0,24% → 0,66%
Alucinógenos
Uso alguma vez na vida: 1,04% → 2,08%
Uso no último ano: 0,59% → 0,73%
Estimulantes sintéticos
Uso alguma vez na vida: 2,68% → 4,58%
Uso no último ano: 1,08% → 2,02%
Uso na Adolescência (entre 14 e 17 anos):
A publicação poderá ser acessada no repositório institucional da Unifesp e no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), coordenado pela Senad/MJSP, buscando contribuir para qualificar o debate público e subsidiar ações de prevenção, cuidado e redução de danos em todo o país.
Expansão do uso de drogas ilícitas no Brasil. https://repositorio.unifesp.br/items/813a56cf-bd09-4594-931d-a0d84f4f160a
O material apresenta o perfil das pessoas que fazem uso, com destaque para o perfil de adolescentes e mulheres, além do consumo de substâncias sintéticas no país.
O Lenad é atualmente o maior inquérito domiciliar de base populacional sobre consumo de substâncias psicoativas, dependências e fatores associados no Brasil. A terceira edição do levantamento foi realizada entre 2022 e 2023, com 16.608, com pessoas de 14 anos ou mais, entrevistadas em todo o território nacional, utilizando questionários autopreenchidos e padronizados. A manutenção da mesma metodologia, desenho amostral e instrumentos utilizados no Lenad II, de 2012, permite retomar comparações intertemporais após mais de uma década, restabelecendo uma série histórica fundamental para o monitoramento epidemiológico e para o planejamento de políticas públicas baseadas em evidências.
Alguns números
Uso de Cannabis na população brasileira com 14 anos ou mais:
- A estimativa de uso recente é da ordem de 6% da população (relato de uso nos 12 meses anteriores à entrevista).
- Considerando apenas os adultos (18 anos ou mais), as maiores prevalências de uso no último ano concentram-se no Sul (6,9%), Sudeste (7%) e Centro-Oeste (6,6%), enquanto Norte (3,1%) e Nordeste (5,2%) apresentam prevalências mais baixas.
- Os resultados sugerem crescimento na prevalência do uso de substâncias sintéticas e psicodélicas quando comparados os resultados dos dois últimos levantamentos.
Uso alguma vez na vida: 0,76% → 2,20%
Uso no último ano: 0,24% → 0,66%
Alucinógenos
Uso alguma vez na vida: 1,04% → 2,08%
Uso no último ano: 0,59% → 0,73%
Estimulantes sintéticos
Uso alguma vez na vida: 2,68% → 4,58%
Uso no último ano: 1,08% → 2,02%
Uso na Adolescência (entre 14 e 17 anos):
- 4,6% dos adolescentes relataram ter usado alguma substância psicoativa, exceto álcool e tabaco, nos 12 meses anteriores à pesquisa.
- Cannabis: no levantamento de 2023, cerca de 3,4% dos adolescentes relataram ter feito uso no último ano, caindo em relação ao achado do levantamento anterior (3,8% em 2012).
- Cannabis: quando observadas as prevalências do uso no último ano, segundo sexo, nos dois levantamentos, observa-se queda entre adolescentes do sexto masculino (5,7% em 2012 para 2,3% em 2023) e crescimento entre adolescentes do sexo feminino (1,3% em 2012 e 4,6% em 2023).
- Em 2023, 18,7% relataram uso de ao menos uma substância psicoativa ilícita alguma vez na vida.
- 8,1% relataram uso nos 12 meses anteriores à entrevista.
- Entre as pessoas do sexo masculino, a prevalência de uso no último ano foi de 10,8% (em 2012 foi registrado 6,5%); entre as pessoas do sexo feminino, a prevalência foi de 5,6% (em 2012 foi registrado 2,7%), reduzindo a diferença proporcional entre os sexos.
- As maiores prevalências de uso no último ano concentram-se no Sul (8,7%), Sudeste (9,2%) e Centro-Oeste (8,7%), enquanto Norte (5%) e Nordeste (7%) apresentam prevalências mais baixas.
A publicação poderá ser acessada no repositório institucional da Unifesp e no Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), coordenado pela Senad/MJSP, buscando contribuir para qualificar o debate público e subsidiar ações de prevenção, cuidado e redução de danos em todo o país.
Expansão do uso de drogas ilícitas no Brasil. https://repositorio.unifesp.br/items/813a56cf-bd09-4594-931d-a0d84f4f160a
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