Mito ou realidade: é possível acelerar o metabolismo para o corpo de verão?

Influencers e redes sociais promovem métodos para “acelerar o metabolismo”, mas especialista alerta sobre os riscos e limites biológicos. Saiba o que funciona e o que é só promessa

Por Bendita Letra
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Arquivo Pessoal/Divulgação

Com a chegada do verão, cresce a busca por soluções rápidas para eliminar o peso ganho durante as férias. Nas redes sociais, a receita parece simples: sucos detox, suplementos termogênicos e dietas restritivas prometem “desbloquear” o metabolismo e garantir resultados em tempo recorde. No entanto, o que muitos apresentam como um atalho para a estética ideal pode, na verdade, ser uma armadilha biológica que desacelera o organismo e compromete a saúde a longo prazo. O alerta surge em um momento em que a urgência por resultados imediatos ignora os limites naturais do corpo humano.

"O metabolismo não é um botão que se liga no modo turbo com um nutriente isolado; ele funciona como uma empresa que exige gestão e matéria-prima", explica o Dr. Rafael Fantin, endocrinologista e especialista em Medicina do Exercício e Esporte. Para o médico, a ideia de que um suco acelera o gasto calórico é um dos maiores mitos de consultório. “Dietas extremas são um tiro no pé, pois o corpo ativa mecanismos de sobrevivência para poupar energia, o que ele classifica como "metabolismo adaptativo deprimido, dificultando emagrecimentos futuros”, complementa. 

O especialista destaca que o sono e o estresse são os maestros hormonais frequentemente negligenciados. "Apenas uma hora a menos de sono pode aumentar a fome e reduzir a saciedade, enquanto o estresse eleva o cortisol, que sinaliza o armazenamento de gordura abdominal. Sem organizar o terreno biológico e o controle inflamatório, o organismo permanece em modo de defesa, impedindo a queima eficiente de gordura, independentemente do esforço físico ou das restrições alimentares”, aponta. 

Sobre os populares "queimadores de gordura", o médico prega cautela rigorosa. "Muitos desses produtos geram mais ansiedade e taquicardia do que resultados duradouros, desorganizando o sistema endócrino", esclarece. O verdadeiro motor metabólico, segundo ele, é a massa muscular, que atua como um órgão endócrino melhorando a sensibilidade à insulina. Preservar os músculos é muito mais eficaz para manter um metabolismo saudável e sustentável do que o uso indiscriminado de suplementos estimulantes.

A mensagem final do endocrinologista é um convite à constância em vez da urgência sazonal. "Não é sobre chegar rápido, é sobre conseguir permanecer; o metabolismo opera na lógica da sobrevivência, não na velocidade das redes sociais", afirma.Ele defende que a medicina de precisão deve organizar o metabolismo para operar em seu melhor potencial fisiológico. O caminho indicado é a construção de um estilo de vida que respeite a fisiologia, garantindo que a estética seja apenas o reflexo de um corpo que funciona bem.

Acompanhe o trabalho do Dr. Rafael Fantin nas redes sociais: @dr.rafaelfantin | institutorafaelfantin.com.br 

 


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FONTE: Dr. Rafael Fantin — Endocrinologista e Metabologista | Especialista em Medicina do Exercício e Esporte | Especialista Prática Ortomolecular e Nutrigenômica