Impacto psicológico do HIV e a importância do apoio emocional e social

Especialista do Centro Universitário Braz Cubas destaca a importância do apoio psicológico, familiar e do combate ao estigma para pessoas vivendo com HIV

Por ELLEN ALVES
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Imagem: Unsplash

No mês em que o Dezembro Vermelho chama atenção para a prevenção, o diagnóstico precoce e o enfrentamento do HIV e da AIDS, o impacto emocional da descoberta da infecção ganha ainda mais relevância. No Brasil, conviver com a doença vai além dos cuidados médicos, envolvendo desafios psicológicos e sociais, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático e medo da discriminação em relacionamentos, no trabalho e na família. Dados do Índice de Estigma 2025 do UNAIDS Brasil indicam que 52,9% das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) já sofreram algum tipo de preconceito, e cerca de 41% relataram sintomas de ansiedade após o diagnóstico. 

Para a coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário Braz Cubas, Eliana Farias, “o preconceito é um abismo entre o avanço da ciência e a realidade social. O isolamento gerado pelo estigma aumenta o risco de depressão e compromete a adesão ao tratamento”. 

O apoio familiar, social e psicológico desempenha papel essencial na qualidade de vida e no sucesso do tratamento. Ter uma rede de suporte efetiva melhora a adesão à terapia antirretroviral e oferece proteção emocional frente aos desafios do dia a dia. O acompanhamento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico, deve começar desde o diagnóstico, promovendo esclarecimentos, apoio emocional e a adaptação do paciente à nova condição. 

Segundo a docente, o tratamento também deve, idealmente, envolver familiares e acompanhantes, oferecendo suporte ao núcleo familiar. Esse processo é fundamental para tratar e gerenciar comorbidades como depressão e ansiedade, e a equipe de saúde, incluindo psicólogos e psiquiatras, deve avaliar a necessidade e o momento adequado para intervenções especializadas. 

A desinformação ainda representa uma barreira para prevenção e tratamento. Mitos sobre a doença, como a ideia de que “HIV é sentença de morte”, alimentam o estigma e atrasam o diagnóstico. “Investir no apoio psicológico e na educação da sociedade é tão importante quanto o avanço médico. Com informação, suporte e empatia, é possível transformar a experiência de viver com o diagnóstico em um caminho de cuidado, autonomia e qualidade de vida”, conclui a especialista. 

 

Sobre Braz Cubas – Com 80 anos de história e tradição, o Centro Universitário Braz Cubas é reconhecido pelo ensino e formação de qualidade de profissionais de diversas áreas de atuação, em Mogi das Cruzes e, também, na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê. Oferece cursos de graduação presencial e a distância, além de cursos técnicos e de pós-graduação, todos de forma inovadora, aliando a tradição com o que há de mais atual no mercado educacional. A Instituição agora integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Acesse: www.brazcubas.br  

 


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