Black Friday: 6 dicas para interpretar contratos e evitar golpes durante ações na data

Com 70% das reclamações ao Procon ligadas a contratos, D4Sign destaca a importância de atenção redobrada antes de fechar acordos durante o período

Por JULIANA OLIVEIRA
5 Min

Freepik

A Black Friday, realizada anualmente em novembro, deve movimentar, neste ano, cerca de R$ 13,34 bilhões, representando um crescimento de 14,74% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). Diante do crescimento, e de um cenário em que cerca de 70% das reclamações registradas em 2024 estavam relacionadas a problemas contratuais,segundo dados do Procon-SP, se torna importante se atentar para evitar mal-entendidos, cláusulas abusivas e até mesmo golpes. 
Dentre os problemas mais registrados no último ano, cláusulas pouco claras, dificuldades de cancelamento e cobranças indevidas lideram o ranking. Segundo Rafael Figueiredo, CEO da D4Sign by Zucchetti, plataforma de assinatura eletrônica e digital, a leitura cuidadosa de contratos se torna uma maneira prática de proteger direitos e evitar desgastes na relação com empresas. 
“O contrato é o que formaliza a relação entre as partes, entender o que está escrito é o primeiro passo para evitar surpresas desagradáveis. Algumas armadilhas podem estar escondidas em detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos”, explica. Assim, para ajudar na interpretação de contratos e evitar ciladas, Rafael separou seis recomendações práticas para a hora de comprar um produto ou serviço durante a data comercial:

1. Leia o documento integralmente: Pesquisas do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostram que grande parte dos clientes foca apenas nos trechos iniciais do contrato. No entanto, cláusulas sobre multas, reajustes e responsabilidades costumam aparecer nas últimas páginas.

2. Observe prazos e renovações automáticas: Planos de assinatura e serviços digitais frequentemente preveem renovação automática. Se o cliente não estiver atento, pode ser surpreendido por cobranças recorrentes.

3. Analise com atenção as regras de cancelamento e devolução: Além de serviços e assinaturas, contratos de compra de produtos também precisam trazer políticas claras sobre cancelamento. O Código de Defesa do Consumidor garante, por exemplo, o direito de arrependimento em até sete dias para compras feitas fora do estabelecimento físico, permitindo a devolução sem custo adicional. É essencial observar também como funcionam as regras de cancelamento, mudanças de planos, troca em casos de defeito ou insatisfação, já que a falta de clareza nesses pontos costuma gerar problemas e frustrações ao consumidor.

4. Guarde uma cópia acessível: Em disputas contratuais, a prova documental é determinante. Por isso, manter cópias físicas em local seguro é uma medida preventiva simples, mas eficaz. Além disso, vale também digitalizar os documentos físicos como uma segunda opção de garantir a proteção contra perdas, danos e até mesmo extravios que possam comprometer a versão principal. 

“A atenção aos contratos não deve ser vista como desconfiança, mas como parte de uma relação madura entre clientes e empresas. A informação é um direito do cliente e um dever das empresas. Relações mais transparentes evitam desgastes e fortalecem a confiança, que é a base de qualquer fidelização”, conclui Rafael Figueiredo.

5. Verifique as condições de entrega: “Em compras de produtos físicos, o contrato deve especificar prazos, responsabilidades pelo transporte e política em caso de atrasos ou avarias. Muitas reclamações de consumidores em diferentes situações como em processos de compras, por exemplo, surgem justamente pela ausência de clareza nesses pontos”, explica Rafael.

6. Tecnologia como aliada na revisão de contratos: A tecnologia pode ser um grande colaborador ao revisar contratos, principalmente os mais extensos. Para facilitar o entendimento de cláusulas e garantir que todos os termos sejam transparentes, a D4Sign oferece ferramentas, como a D4Sign.AI, uma função que utiliza inteligência artificial para resumir as cláusulas e destacar pontos importantes. 

“Essa tecnologia permite que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento, entenda rapidamente os termos do contrato e receba um resumo simples sobre o objetivo do mesmo  em diferentes pontos. Além de, claro, auxiliar na hora de tirar possíveis dúvidas de leitura, por conta da linguagem jurídica, de forma rápida por meio de um chatbot”, explica Rafael Figueiredo.

 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): JULIANA ALMEIDA DE OLIVEIRA
juliana.oliveira@vcrp.com.br