A tristeza que virou Rio dá voz à ancestralidade indígena em nova obra lançada em Paquetá

MICHAEL FERNANDES
07/11/2025 17h07 - Atualizado há 1 mês

A tristeza que virou Rio dá voz à ancestralidade indígena em nova obra lançada em Paquetá
Divulgação
A tristeza que virou Rio dá voz à ancestralidade indígena em nova obra lançada em Paquetá 

Inspirado em histórias do povo Galibi Marworno, livro de Lucia Tucuju e Angela Carneiro resgata ensinamentos sobre amor, sacrifício e respeito à natureza


No dia 8 de novembro, às 18h, a Ilha de Paquetá será palco do lançamento de A tristeza que virou Rio, novo livro da escritora Lucia Tucuju, com ilustrações de Angela Carneiro, publicado pela MoMa Editora. A obra revisita a história do “Rio da Cobra Grande”, conto do povo Galibi Marworno, transformando-o em uma narrativa delicada e visualmente potente sobre o amor, a dor e a força feminina na tradição indígena.

A história acompanha Adejaci, jovem que, diante da seca e da fome em sua aldeia, pede aos espíritos da floresta para se transformar em cobra e buscar um lugar fértil para o nascimento de seu filho. Ao ser rejeitada por seu povo, suas lágrimas tornam-se um rio, símbolo de vida, sacrifício e renascimento.

Para a autora, o livro nasce de uma escuta atenta das histórias que atravessam gerações e mantêm viva a espiritualidade indígena. “Essa narrativa é um canto de memória. Quis trazer para o leitor o sentido do pertencimento à terra, do amor que se transforma em rio, e da mulher como ponte entre o humano e o sagrado”, diz Lucia Tucuju.

As ilustrações de Angela Carneiro traduzem o imaginário simbólico da floresta, das águas e dos seres míticos com cores suaves e movimento, criando uma experiência visual que dialoga com a força poética do texto.

Editora da MoMa, Mônica Martins destaca a relevância da obra no catálogo da casa: “A tristeza que virou Rio reforça o compromisso da editora em valorizar narrativas que representam a diversidade brasileira e dão espaço à voz dos povos originários. É um livro que emociona, ensina e convida à reflexão sobre o que herdamos da natureza e da cultura ancestral”, afirma.

O lançamento será aberto ao público e acontecerá em Paquetá, na Baía de Guanabara, reunindo leitores, artistas e amantes da literatura em um encontro que celebra a palavra, o afeto e as águas que movem tantas histórias.

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MICHAEL FERNANDES DE ALMEIDA
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