A cidade de São Paulo recebe, a partir de 15 de novembro, a exposição gratuita ‘ID Corpos Negros’, que combina afrofuturismo, ficção científica e arte afrodiaspórica. Como parte das celebrações do Novembro Negro, a mostra será inaugurada no Edifício Oswald de Andrade, no bairro do Bom Retiro, em um sábado com horário especial, das 11h às 21h.
Idealizada pelo artista multimídia Achiles Luciano, a exposição apresenta 10 obras inéditas que exploram o encontro entre o analógico e o digital. Todas as peças utilizam tecnologia de realidade aumentada (AR), convidando o público a uma experiência imersiva e interativa com as temáticas afro-brasileiras.
A interação acontece quando os visitantes utilizam seus próprios smartphones ou tablets para ativar as obras. As peças físicas, que incluem materiais como canvas, madeira, impressões digitais fine art e pintura, expandem-se para o digital, revelando novas camadas de informação e aprofundando o conceito audiovisual proposto pelo artista.
Achiles Luciano, que celebra mais de três décadas de trajetória, explica que a mostra nasceu de seu fascínio pela ficção científica e da percepção de como a tecnologia materializa a imaginação. O artista descreve o trabalho como uma "travessia visual que oscila entre o real e o digital", fundindo arte mista com reflexões sobre identidade, ancestralidade e futuro.
A vernissage, no dia 15, contará com uma programação cultural estendida. Às 15h, haverá seleção musical com a artista Paola Ribeiro; às 17h, uma JAM session "Bahia Fantástica"; e às 19h, a performance audiovisual "AFF – dispositivo afrofuturista", formada por Achiles Luciano e FELINTO, que também assina a direção musical da exposição.
Após a estreia, ‘ID Corpos Negros’ ficará em cartaz até 14 de dezembro, com visitação de terça a domingo, das 10h às 20h. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do município de São Paulo, através de um edital da SPCine, e tem apoio da Secretaria Municipal de Cultura.