São Paulo amplia uso de biometano e reduz emissões na frota de coleta de lixo
Combustível produzido a partir de resíduos orgânicos já abastece 200 caminhões municipais e deve substituir o diesel em toda a frota até 2027.
Imagem: Divulgação / Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo tem ampliado o uso de energia limpa por meio da produção de biometano, combustível obtido a partir do tratamento de resíduos orgânicos. Atualmente, 200 caminhões de coleta de lixo da frota municipal já utilizam o gás renovável, que substitui o diesel e contribui para a redução de emissões de poluentes e do consumo de combustíveis fósseis.
O biometano é produzido na Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL), em São Mateus, onde o biogás gerado pela decomposição do lixo passa por um processo de purificação até atingir qualidade equivalente à do gás natural veicular. O combustível é então comprimido e distribuído para abastecer parte dos veículos que atuam na limpeza urbana.
Com a utilização do biometano, São Paulo evita a emissão anual de cerca de 18,7 mil toneladas de dióxido de carbono, volume comparável ao que seria compensado pelo plantio de mais de 100 mil árvores. O projeto também prevê a conversão de parte do biogás em energia elétrica, aumentando a eficiência e a sustentabilidade das operações municipais.
A iniciativa integra o conjunto de ações do Orçamento Climático da cidade, que destina recursos a projetos de neutralização de carbono e ampliação de fontes renováveis. A meta da administração municipal é que, até 2027, toda a frota de coleta de resíduos opere com combustível limpo, consolidando São Paulo como referência em gestão sustentável de resíduos urbanos.