O lado negativo da abundância nos buffets de café da manhã dos grandes hotéis
Eduardo Prates
divulgação
A abundância apreciada nos grandes buffets de café da manhã em hotéis pode, na verdade, representar um excesso, que prejudica o meio ambiente. Será que algo tão valorizado pelos hóspedes está com os dias contados?
De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos 2024, da ONU (Organização das Nações Unidas), 1,05 bilhão de toneladas de alimentos foram desperdiçadas no mundo todo em 2024. Desse total, 28% vêm dos serviços de alimentação.
Entre os principais responsáveis estão os buffets de café da manhã, que geram mais do que o dobro de desperdício em comparação com refeições servidas no prato - aproximadamente 300 gramas, contra 130 gramas nos pedidos à la carte.
Só o Brasil desperdiça mais de 46 milhões de toneladas de alimentos anualmente, o que representa 30% da produção nacional. Isso coloca o país entre os que mais descartam comida no mundo.
Jocelyn Doyle, diretora de marketing e comunicação da The Sustainable Restaurant Association (Associação de Restaurantes Sustentáveis, na tradução livre para o português), no Reino Unido, pontuou que o desperdício de comida significa desperdício de recursos, como terra, água, energia e trabalho. Ela ressalta que, uma vez nos aterros, os resíduos emitem gases de efeito estufa que prejudicam o planeta e a biodiversidade.
Numa iniciativa pioneira e visionária, a empresa brasileira Eco Circuito, criada há dez anos, desenvolveu o Biodigestor ECO-PRO, com o objetivo de combater o desperdício de alimentos e contribuir para o aterro zero. O grande diferencial dessa solução é a tecnologia avançada. Cada descarte é registrado automaticamente, com nível de classificação personalizado. Os números são consolidados on-line, diariamente, num relatório fechado, que é enviado ao cliente.
Esse levantamento é precioso para a empresa, já que permite saber quanto foi jogado no biodigestor, e quanto foi desviado do aterro e de quais fontes; a quantidade percentual do que foi descartado no café da manhã, no almoço, no jantar, no preparo, e a sobra limpa,’ntre outros pontos. Ou seja, informações precisas para a gestão do desperdício e a tomada de decisões para o negócio.
O processo de descarte dos resíduos orgânicos é longo e contempla várias etapas e custos, como mão de obra para fazer a logística interna para manuseio do lixo, sacos de lixo, câmara fria para armazenagem, caçamba e a coleta. Sem contar os riscos atrelados, como insalubridade, pois os sacos de lixo, às vezes, rasgam, o ambiente fica sujo e os alimentos podem ser contaminados.
O ECO-PRO realiza o descarte automatizado de resíduos orgânicos, transformando resíduos alimentares em efluente líquido, que é direcionado para a caixa de gordura, com destinação final para redes de esgoto ou Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), gerando água de reuso.
Com a instalação do equipamento, o primeiro impacto é a redução de custo no processo de descarte do cliente, em média, entre 20% a 25%, podendo chegar a 40%, dependendo do custo do aterro e a região atendida. Isso, por si só, é o primeiro dos três tripés de sustentabilidade, que é a etapa financeira, sem contar a intervenção de mudança modernização do processo de descarte. A segunda é a ambiental, porque foi cortado o uso de aterro. E o terceiro, que é ganho social, a conscientização, o porquê o biodigestor está dentro da empresa, que propósito o equipamento cumpre.
Como gosto de ressaltar, não existe tecnologia no mundo que funcione sozinha. Hoje temos a Inteligência Artificial, que é admirável, mas, se não soubermos usá-la, não vai exercer seu potencial. O mesmo se aplica ao biodigestor. O que trazemos para a operação nesse impacto social é a responsabilidade compartilhada. Todas as pessoas dentro da operação do nosso cliente têm um papel importante. O processo começa pela triagem do resíduo, que é separado num recipiente e pode ser jogado diretamente no biodigestor, sem a necessidade de sacos para lixo e de câmara fria.
Em resumo, o biodigestor ECO-PRO é um aliado das empresas que cumprem uma agenda ESG, com práticas sustentáveis, responsabilidade social e transparência na gestão. Dentro desse conceito, os restaurantes de hotéis no Brasil, para reduzir o desperdício, podem criar alternativas para fracionar os alimentos nos buffets de café da manhã, um dos serviços mais apreciados e valorizados pelos hóspedes, e serão vistos como empresas responsáveis e éticas, o que, entre outras coisas, é uma vantagem competitiva e institucional.
Eduardo Prates é CEO da Eco Circuito
De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos 2024, da ONU (Organização das Nações Unidas), 1,05 bilhão de toneladas de alimentos foram desperdiçadas no mundo todo em 2024. Desse total, 28% vêm dos serviços de alimentação.
Entre os principais responsáveis estão os buffets de café da manhã, que geram mais do que o dobro de desperdício em comparação com refeições servidas no prato - aproximadamente 300 gramas, contra 130 gramas nos pedidos à la carte.
Só o Brasil desperdiça mais de 46 milhões de toneladas de alimentos anualmente, o que representa 30% da produção nacional. Isso coloca o país entre os que mais descartam comida no mundo.
Jocelyn Doyle, diretora de marketing e comunicação da The Sustainable Restaurant Association (Associação de Restaurantes Sustentáveis, na tradução livre para o português), no Reino Unido, pontuou que o desperdício de comida significa desperdício de recursos, como terra, água, energia e trabalho. Ela ressalta que, uma vez nos aterros, os resíduos emitem gases de efeito estufa que prejudicam o planeta e a biodiversidade.
Numa iniciativa pioneira e visionária, a empresa brasileira Eco Circuito, criada há dez anos, desenvolveu o Biodigestor ECO-PRO, com o objetivo de combater o desperdício de alimentos e contribuir para o aterro zero. O grande diferencial dessa solução é a tecnologia avançada. Cada descarte é registrado automaticamente, com nível de classificação personalizado. Os números são consolidados on-line, diariamente, num relatório fechado, que é enviado ao cliente.
Esse levantamento é precioso para a empresa, já que permite saber quanto foi jogado no biodigestor, e quanto foi desviado do aterro e de quais fontes; a quantidade percentual do que foi descartado no café da manhã, no almoço, no jantar, no preparo, e a sobra limpa,’ntre outros pontos. Ou seja, informações precisas para a gestão do desperdício e a tomada de decisões para o negócio.
O processo de descarte dos resíduos orgânicos é longo e contempla várias etapas e custos, como mão de obra para fazer a logística interna para manuseio do lixo, sacos de lixo, câmara fria para armazenagem, caçamba e a coleta. Sem contar os riscos atrelados, como insalubridade, pois os sacos de lixo, às vezes, rasgam, o ambiente fica sujo e os alimentos podem ser contaminados.
O ECO-PRO realiza o descarte automatizado de resíduos orgânicos, transformando resíduos alimentares em efluente líquido, que é direcionado para a caixa de gordura, com destinação final para redes de esgoto ou Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), gerando água de reuso.
Com a instalação do equipamento, o primeiro impacto é a redução de custo no processo de descarte do cliente, em média, entre 20% a 25%, podendo chegar a 40%, dependendo do custo do aterro e a região atendida. Isso, por si só, é o primeiro dos três tripés de sustentabilidade, que é a etapa financeira, sem contar a intervenção de mudança modernização do processo de descarte. A segunda é a ambiental, porque foi cortado o uso de aterro. E o terceiro, que é ganho social, a conscientização, o porquê o biodigestor está dentro da empresa, que propósito o equipamento cumpre.
Como gosto de ressaltar, não existe tecnologia no mundo que funcione sozinha. Hoje temos a Inteligência Artificial, que é admirável, mas, se não soubermos usá-la, não vai exercer seu potencial. O mesmo se aplica ao biodigestor. O que trazemos para a operação nesse impacto social é a responsabilidade compartilhada. Todas as pessoas dentro da operação do nosso cliente têm um papel importante. O processo começa pela triagem do resíduo, que é separado num recipiente e pode ser jogado diretamente no biodigestor, sem a necessidade de sacos para lixo e de câmara fria.
Em resumo, o biodigestor ECO-PRO é um aliado das empresas que cumprem uma agenda ESG, com práticas sustentáveis, responsabilidade social e transparência na gestão. Dentro desse conceito, os restaurantes de hotéis no Brasil, para reduzir o desperdício, podem criar alternativas para fracionar os alimentos nos buffets de café da manhã, um dos serviços mais apreciados e valorizados pelos hóspedes, e serão vistos como empresas responsáveis e éticas, o que, entre outras coisas, é uma vantagem competitiva e institucional.
Eduardo Prates é CEO da Eco Circuito
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nmartingo@gmail.com
FONTE: assessoria de imprensa