Ao longo dos últimos 25 anos, os computadores evoluíram significativamente em termos de desempenho, design e portabilidade. Nessa evolução em escala exponencial, os processadores tornaram-se mais eficientes e poderosos em certo sentido, ampliando as possibilidades de uso. Com isso, escolher um computador não se tornou necessariamente um processo mais difícil, mas, sim, um movimento que exige atenção à finalidade de uso.
Nesse sentido, as perguntas que se deve fazer no momento de escolher um computador são: qual será a finalidade de uso desse dispositivo? Que tarefas serão desempenhadas nele? Será usado para lazer, trabalho ou estudo? Por exemplo, atividades mais básicas do cotidiano, como navegar na internet e editar documentos, exigem da máquina configurações muito mais simples.
No entanto, em caso de tarefas que necessitam de mais processamento, como edição de vídeos, desenvolvimento de softwares e até mesmo execução de jogos, a configuração do computador muda completamente, a ponto de exigir-se determinadas especificações para rodar certos aplicativos.
Nessa perspectiva, a escolha do processador, da memória RAM, do tipo de armazenamento e da placa de vídeo está, portanto, ligada diretamente à atividade que se pretende desempenhar.
Como há uma série de modelos desses componentes internos, o mais interessante é compreender para que servem. Assim, será mais fácil escolher aqueles que cumpram com a finalidade de uso do computador. O processador (CPU) é como se fosse, em uma analogia com o corpo humano, o cérebro da máquina.
É, portanto, responsável por executar as instruções e processar os dados. Nesse sentido, a velocidade do processador e o número de núcleos que ele possui influenciam diretamente no desempenho do sistema de modo geral. Por sua vez, a memória RAM é responsável por armazenar temporariamente os dados e programas em uso.
Quer dizer que, quanto maior a RAM do computador, maior será o desempenho dele em múltiplas tarefas. A placa de vídeo, conhecida também como GPU, é responsável por processar e renderizar imagens, vídeos e gráficos 3D no computador. Ela alivia diretamente a carga do processador.
No entanto, para tarefas cotidianas, como estudos e acesso a planilhas, as placas integradas ao processador já dão conta de rodar tranquilamente essas tarefas. No entanto, para quem trabalha com produção de conteúdo digital, programação ou jogos, é preciso investir nesse componente. Já o armazenamento (HD e SSD) é responsável por guardar os dados de forma permanente.
Todavia, embora sejam muito mais baratos em termos de preço, os HDs são mais lentos por usarem uma tecnologia de discos magnéticos, semelhante a um toca-discos de vinil. Já os SSDs são muito mais rápidos e resistentes, visto que usam memória flash, melhorando o tempo de inicialização do sistema e a abertura de programas e arquivos.
Uma dica importante é: sempre opte por SSDs. Embora os HDs estejam sendo gradativamente substituídos nas máquinas mais recentes, é comum encontrar modelos de computadores com esse tipo de disco rígido.
Os HDs possuem sensibilidade mecânica, ou seja, em caso de quedas do computador, mesmo que pequenas, como existem partes móveis, a cabeça de leitura pode tocar no disco magnético e arranhá-lo, podendo corromper os dados. Com um SSD, esses problemas com quedas são menos comuns.
Optar por um desktop ou um notebook?
No fim, tanto um desktop quanto um notebook possuem, em tese, os mesmos componentes. A expansão de sua memória e outras possíveis modificações estão atreladas à arquitetura da placa-mãe do computador em questão. Geralmente, os computadores de mesa oferecem maior capacidade de personalização e até mesmo melhor custo-benefício em alguns casos.
No entanto, por outro lado, o notebook pode ser carregado para qualquer lugar, sendo uma alternativa excelente para estudantes e profissionais que trabalham deslocando-se diariamente. Além disso, hoje, a maioria dos notebooks possui configurações excelentes em termos de processamento, RAM, placa de vídeo e armazenamento, até mesmo para atividades que necessitam de mais desempenho da máquina.
Desse modo, a escolha do computador ideal exige, então, uma análise que considere um vasto universo de possibilidades, desde a finalidade de uso até a portabilidade desse equipamento e as alternativas de personalização dele. Trata-se, portanto, de uma escolha que exige cuidado e estudo para compreender as necessidades que precisam ser supridas, seja para lazer, trabalho ou estudo.
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ANDRE LUCIO ELOI DE SOUZA FILHO
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