Autoridades do governo e judiciário catarinense realizam visita à reserva ambiental nesta quinta (27)

Local de visitação será a Fazenda Parolin, localizada em Santa Terezinha (SC), com o objetivo de dar início a regularização fundiária por meio de acordos judiciais

EMILIA SILVEIRA
24/02/2025 15h28 - Atualizado há 1 mês
Autoridades do governo e judiciário catarinense realizam visita à reserva ambiental nesta quinta (27)
Divulgação
Nesta quinta-feira (27) o município de Santa Terezinha (SC), local onde fica uma das maiores reservas ambientais do país, a Fazenda Parolin, será alvo de uma visita técnica com objetivo de dar início a regularização fundiária dentro da Fazenda, por meio de acordos judiciais. O desembargador João Eduardo de Nadal, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, além do juiz federal Leonardo Müller Trainini (CEJUSCONS- Justiça Federal), membros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da Polícia Militar Ambiental e de diversos vereadores irão acompanhar a visita técnica para verificar a regularização fundiária e intermediar a negociação com os invasores. 
Atualmente, a Fazenda Parolin tem uma área equivalente a quase 70 parques Ibirapuera e, até hoje, alguns invasores desmatam ilegalmente, exploram irregularmente o solo e erguem construções destruindo a natureza e o bioma do local.
“A regularização fundiária é essencial para trazer segurança para o local e preservar a mata. A expectativa é que após a visita técnica os acordos ganhem maior celeridade”, afirma Pietro Ceccatto, advogado da Fazenda Parolin.
A regularização fundiária da região alcançou até o momento mais de 70 pessoas, com 13 acordos firmados, um ponto a favor do fim do imbróglio que envolve crimes como desmatamento ilegal.

Sobre a Fazenda Parolin
A Fazenda Parolin nasceu entre os anos de 1945 e 1955, quando Antônio Parolin adquiriu duas propriedades no interior de Santa Catarina com o objetivo suprir sua serralheria no bairro Parolin, em Curitiba (PR). A fazenda chegou a ter mais de 200 funcionários e, após a queda no mercado da madeira, em 1980, bem como a instalação de um assentamento de sem terras pelo INCRA, as atividades no local se encerraram.

Com isso, vieram as invasões e a extração ilegal de madeira que continua até hoje. Em setembro de 2024 foi firmado um contrato entre a Greenfield Empreendimentos Ltda. e a A. Parolin, com a finalidade de se instituir uma S.A., firmar acordos com os posseiros para regularização da terra, consolidar parte da área em uma reserva ambiental, bem com levar projetos sociais sustentáveis para a região, tendo a gestão da empresa Greenfield.
 
Parte da área da Fazenda Parolin, cerca de 1,3 mil hectares, foi desapropriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 1987, resultando no assentamento de 49 famílias dentro do projeto 25 de Maio, sendo que o INCRA ainda não indenizou a empresa pela desapropriação, que nos dias de hoje passa de 500 milhões de reais. O imóvel não desapropriado é alvo de mais de 100 ações de usucapião e 37 ações de reintegração em tramitação na comarca de Rio do Campo (SC), em uma situação controversa que envolve inúmeras implicações sociais, ambientais e jurídicas.

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MARIA EMILIA RODRIGUES SILVEIRA
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