26/07/2022 às 11h42min - Atualizada em 26/07/2022 às 12h01min

A importância da escuta ativa na formação de ambientes de trabalho mais atraentes 

Por Évelin Gardenal, Diretora de Recursos Humanos da Diebold Nixdorf Brasil 

SALA DA NOTÍCIA Diebold Nixdorf

Atrair e reter os melhores talentos, entender os impactos do Mundo Híbrido e potencializar ao máximo a curva de desenvolvimento das pessoas. Quem está acostumado às conversas do universo de Recursos Humanos sabe que estes são alguns dos principais desafios que os times de RH estão enfrentando atualmente. Mas a verdade é que nenhum destes temas parece ser tão desafiador e complexo quanto juntar todas essas variáveis para se construir um ambiente verdadeiramente inclusivo.  

Como se vê, a questão é complexa. A resposta, porém, pode estar em uma tarefa mais simples do que imaginamos: escutar o que os colaboradores querem. Afinal de contas, nada como uma boa conversa para ajudar a simplificar as coisas, certo?  

E isso não é apenas um feeling. Pesquisas indicam que colaboradores que se sentem ouvidos dentro da empresa têm muito mais chances de estarem dispostos a realizar um trabalho melhor. Um estudo da consultoria Globoforce, por exemplo, indicou que quase 90% dos líderes de RH afirmam que a prática de feedbacks frequentes ajuda a gerar impactos positivos nos ambientes de suas organizações.  

Aqui cabe um ponto importante: além de falar suas impressões em um feedback, é cada vez mais importante que os times de RH estejam preparados para ouvir. Hoje, a frente de uma operação com áreas e funções extremamente diversas, indo da fábrica à mais alta gestão, posso dizer que a escuta ativa é fundamental para extrair insights para o processo de construção de equipes mais seguras, resilientes e integradas.  

A escuta ativa é uma habilidade ímpar para quem deseja oferecer ambientes melhores de trabalho. Mais do que isso, esse recurso também pode ser chave para se encontrar ideias para inovação ou aprimoramento nas entregas. Segundo pesquisa do Gartner, 76% dos profissionais acreditam que o clima e a cultura organizacional são partes importantes para que eles consigam obter resultados melhores em suas rotinas de trabalho.  

Como alcançar isso? Existem algumas bases para se aplicar a escuta ativa, mas podemos resumi-las em três grandes áreas: estar disposto a fazer perguntas abertas para colecionar o máximo de informações possível; escutar as respostas de maneira atenta, sem preconceitos e de olho inclusive no retorno não-verbal das pessoas; e ter empatia para entender a realidade na qual os colaboradores estão imersos.  

Essa tríade tem sido fundamental, por exemplo, para se compreender que as demandas de um profissional em Home Office, ou em modelo Híbrido, são completamente diferentes de quem precisa estar em campo, no atendimento presencial nas ruas, e dentro de fábricas. Colocar-se no lugar do outro, permitindo que essa pessoa tenha voz realmente para dizer quais pontos podem ser melhorados é o caminho para que alcancemos condições de oferecer ambientes positivos, com todos os recursos assegurados para que as equipes possam desempenhar suas rotinas de maneira assertiva, segura e completa.  

A escuta ativa, nesse sentido, também vale para trazer à tona discussões de temas mais profundos, como a representatividade e equidade. Permitir que grupos diferentes possam contribuir com pensamentos específicos é uma oportunidade para enriquecer as práticas de gestão e de desenvolvimentos dos times.  

É válido dizer, porém, que implementar a escuta ativa não exclui o espaço para a utilização de outras ferramentas e métodos. Ao contrário, temos de entender que esse diálogo é, sobretudo, uma abordagem que poderá complementar e maximizar o uso de pesquisas, análise de clima, feedback, avaliações internas e, inclusive, a digitalização das tarefas que possam ser aceleradas por meio da tecnologia.  

As inovações tecnológicas são, sim, muito bem-vindas para facilitar as rotinas dos times de RH. Por meio de novas tecnologias, as organizações têm conseguido automatizar e simplificar tarefas que, antes, consumiam muito tempo e energia dos profissionais de recursos humanos. Também tem permitido que novos talentos sejam encontrados (e mantidos) nas operações, independentemente de suas posições geográficas. Tudo isso, claro, ajuda e muito nas estratégias de recursos humanos e desenvolvimento de talentos.  

Entretanto, a verdade é que a escuta ativa das pessoas – feita de forma individual e próxima - continua a ser uma ferramenta imprescindível para se entender o caminho que devemos percorrer para construirmos espaços mais acolhedores e positivos para os profissionais. É preciso que saibamos ouvir. 


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