20/07/2022 às 19h52min - Atualizada em 21/07/2022 às 20h23min

Artigo: Não se fazem mais homens como antigamente

* Por Ton Kohler

SALA DA NOTÍCIA Jana Fogaça
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Divulgação
É tão bonito ver e assistir homens buscando uma paternidade ativa, reconhecendo seus problemas sociais da masculinidade, interessados por assuntos que antes eram apenas das mães e das mulheres.
Mas o que faz esses homens buscarem esse novo posicionamento? A mente humana é de uma complexidade quase inexplicável, a cultura e o comportamento social dão o meio para que uma mente não seja mais a mesma a cada nova geração.
Atualmente, a busca por novas formas de amar e cuidar podem parecer estranhas a homens da antiga geração, pois estes nunca encontraram prazer familiar além daquele de fornecer o prato à mesa, as vestimentas e a educação adequada.
Ainda é estranho quando vemos homens fugindo da sua postura natural de se posicionarem superiormente aos trabalhos de cuidar da casa, por exemplo.
Mas este é um caminho sem volta, o século XXI vem trazendo transformações tão inerentes às necessidades sociais que muitas vezes os céticos de plantão insistem em se manifestar “não se fazem mais homens como antigamente”.
Eu, assumidamente, gosto de dizer não fazem mesmo! E, que bom, não é? Pois o homem, que nem precisa ter nascido a tantas décadas atrás, não encontrava os dilemas atuais como a equidade de gênero, o respeito pelo direito de escolha por um trabalho de enfermeiro, cozinheiro, empregado doméstico e tantos outros os quais eram ocupados pelas mulheres.
Assim como as motoristas de ônibus, táxis e aplicativos, a mestre de obras, engenheira civil e a salva-vidas. Quebrar esses padrões deixou de ser apenas uma busca por novas oportunidades de fazer aquilo que ama, passou a ser necessidade social e, às vezes, até uma posição de protesto de construir mais equilíbrio.
É o salário das mulheres que é menor que o dos homens, são os homens que querem uma extensão da licença paternidade, é a busca por colocar mais mulheres em cargos de chefia e a busca dos homens não serem motivo de chacota por executar um trabalho geralmente executado por mulheres.
Ainda temos muito que construir, o movimento já começou, mas é ainda um punhado de areia no deserto. As camadas mais simples da sociedade mal se dão conta do que seria a carga mental materna, equidade de gênero, economia do cuidado e até a sigla LGBTQY+ .
Nomes bonitos para novos formatos de consciência e que, na realidade, têm uma grande estrada até alcançar a massa que precisa lutar pelo básico como comida, água, abrigo e sono. Estamos caminhando, e enquanto isso, tem sido muito prazeroso ver mais homens levando seus filhos ao médico, trocando fraldas e participando das reuniões escolares.
Todos os tabus nascem para um dia serem quebrados, e aquele de que os homens não são capazes de serem cuidadores já recebeu algumas marteladas e começou a trincar. E você, topa contribuir em dar mais algumas marteladas e ver logo eles no chão?
*Ton Kohler é publicitário e divide a sua rotina de pai solo nas redes sociais por meio do Instagram @papaiemdobro e também em seu canal no YouTube https://www.youtube.com/PapaiemDobro2018 .
Mais informações podem ser obtidas em: https://papaiemdobro.com.br/
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