20/07/2022 às 12h13min - Atualizada em 20/07/2022 às 18h37min

Outsourcing de TI: economia e oportunidade para impulsionar o valor dos negócios

Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

SALA DA NOTÍCIA TOPMIND

Nos últimos anos, tem sido cada vez mais comum se ouvir que, no futuro, todas as empresas serão de tecnologia. No entanto, apesar de ainda bastante relevante, essa é uma conversa que tem tudo para se tornar, em breve, uma discussão superada. Afinal de contas, com a expansão de conceitos como Nuvem, Analytics e Inteligência Artificial, entre outros, parece ser praticamente impossível discordar que a base tecnológica já é imprescindível para a sustentação dos negócios, seja de qual indústria ou segmento estiver em questão. 

Se olhar a tecnologia como um item estratégico já é algo indispensável para as organizações, o mesmo não pode ser dito sobre a necessidade de as equipes conhecerem em detalhes todos os bits e bytes que compõem a infraestrutura e os serviços de TI utilizados na operação. Mais do que conhecer as soluções e monitorar discos e aplicações, as lideranças devem se preocupar em adotar os recursos que, de fato, ajudem a atender as demandas do Core Business da companhia - para todo o mais, a realidade vem trazendo também novas opções e oportunidades de sustentação dos ambientes, como é o caso do Outsourcing de TI, por exemplo. 

Há inúmeros motivos para se investir nesse modelo de trabalho, com a contratação de consultorias e integradoras especializadas na implementação de tecnologia. Entre as razões, podemos destacar, quatro pontos principais: a oportunidade para reduzir a constante pressão sobre os custos; a possibilidade de se permitir que as equipes de TI foquem apenas nas atividades que gerarão maior retorno para seus negócios; a chance de mitigar a latente dificuldade de se encontrar mão de obra formada e preparada; e, ainda, a capacidade de diminuir a complexidade em torno do processo de inovação das áreas de TI modernas. 

Até porque o outro lado da moeda da digitalização dos processos é que a mesma tecnologia que ajuda a simplificar a rotina de consumidores e usuários também tem aumentado consideravelmente os desafios enfrentados pelos times de Tecnologia da Informação e de Inovação nas empresas. Segundo dados de uma recente pesquisa da Dynatrace, por exemplo, 74% dos CIOs acreditam que, em breve, será extremamente difícil realizar ações manuais para gerenciar a performance das redes com eficiência.  

É neste cenário que o Outsourcing de TI tem ganhado ainda mais força nos últimos anos, ajudando as lideranças executivas a gerenciarem toda a pilha tecnológica, sem a necessidade de se investir em uma ampla estrutura local, com especialistas em diversas linguagens e processos (sempre em constante mudança). 

Essa oportunidade significa a redução de custos e o maior foco estratégico no que realmente importa. Não por acaso, estudos do Gartner indicam que a terceirização de serviços de TI pode gerar, em média, economias de até 30% nos custos associados à sustentação das redes e aplicações. Outro benefício destacado pela análise é a redução dos períodos de interrupção, os downtimes, à medida que as companhias ganham uma equipe 100% dedicada à manutenção da alta performance dos sistemas.    

Além disso, temos de reiterar que estamos em tempos de escassez de talentos. Contratar, reter e treinar profissionais é um desafio (de tempo e dinheiro). Estima-se que, hoje, há um gap de pelo menos 400 mil especialistas, desde o desenvolvimento e análise de sistemas até a gestão de cibersegurança, segundo relatório da Softex, organização social voltada ao fomento da área de TI no Brasil. Nesse sentido, a entrega de serviços especializados de TI surge cada vez mais como uma oportunidade para equilibrar os investimentos em equipe, em capacitação de pessoas e em toda a cadeia de gestão de recursos. 

A terceirização da operação e desenvolvimento de TI tem sido um tema presente na lista de discussão das lideranças corporativas há anos. No entanto, a verdade é que a realidade imposta pela aceleração da transformação digital, o avanço dos novos modelos de trabalho descentralizado e a dificuldade de se formar times tem, também, trazido novos argumentos para essa discussão sobre a importância do outsourcing de serviços de tecnologia. É preciso ponderar esses pontos na hora de se avaliar essa movimentação rumo à colaboração. 

Do mesmo modo, é fundamental que a escolha desses parceiros ocorra de maneira assertiva, buscando companhias que de fato possam ajudar a otimizar o dia a dia, prestando apoio ágil, adequado e coerente às organizações. É necessário que haja sinergia entre os times, e que o parceiro seja capaz de se adaptar ao contexto e às características da operação a qual se está apoiando. 

As vantagens desse trabalho em conjunto são inegáveis. Por meio dessa colaboração, temos a chance de simplificar a escalabilidade dos ambientes, tornar mais fácil o acesso a especialistas e permitir que as operações tenham custos mais baixos, sempre com capacidade de concentrar os recursos (time e tempo) no desenvolvimento real da companhia. Vivemos um mundo interdependente e ganharão aqueles que souberem extrair o melhor das parcerias rumo à construção de empresas mais sustentáveis, eficientes, rentáveis e prontas para inovar.


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