20/07/2022 às 12h25min - Atualizada em 20/07/2022 às 18h33min

Rede Filantropia faz 20 anos e celebra o desenvolvimento do Terceiro Setor

Instituto promove a profissionalização e estruturação de ONGs com cursos, eventos e conteúdo, e ajudou mais de 30 mil organizações nessas duas décadas de atuação

SALA DA NOTÍCIA Antonio José
https://www.filantropia.ong/
Divulgação
Ícone do segmento, a Rede Filantropia completa 20 anos e celebra a profissionalização e desenvolvimento do Terceiro Setor com sua atuação. Voltada à estruturação das ONGs e à democratização da informação, contribui para o fortalecimento das organizações sem fins lucrativos, promovendo uma gestão mais eficiente e de maior alcance. Nessas duas décadas, realizou mais de dois mil treinamentos e 82 mil profissionais passaram pelos eventos da Rede.

“A gente ajuda quem ajuda - desde as organizações sociais de pequeno porte até as grandes e internacionais. Percebo que cumprimos nosso papel ao ver a transformação no Terceiro Setor no Brasil ao longo desses anos, com a profissionalização da gestão das ONGs em suas diversas áreas de atuação, falando sobre as demandas e dificuldades na administração que surgem no dia a dia dos gestores desses projetos sociais. E a gente teve e tem participação ativa nessa estruturação”, comemora Marcio Zeppelini, idealizador da iniciativa.

Desde 2002, a Rede Filantropia oferece publicações, eventos, videoaulas e webinars e aborda temas como Legislação, Contabilidade, Captação de Recursos, Voluntariado, Marketing, RH e Desenvolvimento Institucional, dentre outros. O FIFE -- Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica -- é o principal evento do instituto, que já reuniu mais de cinco mil participantes de todo o país e do exterior em suas nove edições - realizadas anualmente. Já o Giro Filantropia movimenta o setor em seminários/conferências/congressos mensais e regionais gratuitos, que já passaram por 80 cidades desde 2015. Em termos de publicações, a Revista Filantropia é o carro-chefe, seguido pelo portal na internet com reportagens, artigos, e-books e editais. Já são mais de 11 mil artigos, auxiliando quem promove o desenvolvimento social.

“Cerca de 95% das pessoas que pensam em montar uma ONG fazem pelo coração: elas se identificam com a causa, querem ajudar de alguma forma e, só então, deparam-se com outros problemas, como dinheiro e administração” comenta Thaís Iannarelli, diretora executiva da organização. “É preciso estratégia e as ferramentas certas para uma gestão eficiente, e a Rede Filantropia reúne treinamentos e informações sobre todas as áreas da gestão para qualquer organização social”, complementa.

O fortalecimento do Terceiro Setor e o “fim” das causas sociais

A Rede Filantropia foi criada justamente após a experiência de Zeppelini com o voluntariado. “Um grande amigo perdeu tragicamente sua filha e queria realocar o carinho, a energia, o tempo e o dinheiro que ele gastava com ela”, lembra. Além das visitas, festinhas e brincadeiras com as crianças, começaram a se envolver mais com a parte administrativa da ONG e viram que faltava medicamento, colchão, verba para a conta de luz e para o aluguel atrasado e passaram a buscar recursos para custeio da organização. “Essa experiência fez com que eu enxergasse que não ia mudar o mundo fazendo aquilo localmente, e que o Terceiro Setor precisava de informação, de estrutura e de planejamento. Era preciso levar conhecimento para gerar uma mudança real”, diz ele, que usou a expertise como empresário do ramo de produção editorial para criar a revista Filantropia, em 2002, que veio a se tornar o instituto independente e a maior rede de gestão do Terceiro Setor.

Diferentemente de outros empreendedores, Zeppelini não aspira o “crescimento” da instituição, mas, sim, buscar o fator gerador das mazelas sociais a fim de diminuir a demanda da assistência social. “É claro que é uma utopia dizer que o Terceiro Setor poderia deixar de existir. Mas pense: se uma organização tem a finalidade de acabar com o analfabetismo, a pobreza, a fome ou o desmatamento, por exemplo, então, se esses problemas forem extintos, não haverá mais sentido na existência daquele projeto”, diz.

Enquanto o “fim” dos problemas sociais no Brasil não chega, a Rede Filantropia continua atuando para “ajudar quem ajuda” a fortalecer o trabalho das organizações, trazendo transparência, ferramentas de sustentabilidade financeira, legitimidade e empoderamento. Afinal, não basta fazer o bem – é preciso fazer bem feito.
 
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