14/07/2022 às 14h38min - Atualizada em 14/07/2022 às 14h50min

Harmonização facial, procedimento estético e de humanização

Especialista na área de saúde, dra. Fernanda Oliveira, fala sobre harmonização facial

SALA DA NOTÍCIA Claudiana Rosario
Nathany Machado
A busca das pessoas pela juventude – ou por, pelo menos, tentar prolonga-la - é antiga. As técnicas ligadas à estética avançam a cada dia e, dentro disso, a harmonização facial faz cada vez mais parte da vida de muita gente.

Especialista na área, com destaque para o preenchimento labial, a doutora Fernanda Oliveira tem se destacado no Rio de Janeiro nos últimos cinco anos, quando começou a atuar, pelas técnicas utilizadas, pela constante busca por conhecimento e atualização dentro e fora do País – embarca em outubro para um curso em Harvard, nos Estados Unidos – e, principalmente, pelo tratamento humanizado junto aos pacientes.

“Existe uma transformação, mas é tudo muito natural. Trabalho realmente com a saúde do paciente. Sou muito minimalista e costumo dizer que eu gosto de devolver o que o tempo levou dele. Claro que também existem casos em que o desejo do paciente é ter algo que ele não tinha”, afirma Fernanda.

Existem duas vertentes na harmonização facial. “A primeira é o embelezamento, realizado com o ácido hialurônico, onde conseguimos um efeito “ual”. A paciente levanta da maca e já percebe a diferença. Já na segunda vertente, trabalhamos o rejuvenescimento, com os bioestimuladores de colágeno, como hidroxiapatitade cálcio, ácido poli-L lático, os fios de PDO, skinbooster, entre outros. Esses são procedimentos que estimulam a produção de colágeno e tratam o envelhecimento de dentro para fora, devolvendo o que o paciente perdeu com o tempo. Os bioestimuladores não mudam você. Eles apenas devolvem o colágeno que você perdeu de forma natural. A pele vai ficando mais firme e bonita ao longo dos meses. Gosto muito desse formato de trabalho. É a harmonização facial respeitosa, digamos assim, respeitando a anatomia e fisiologia do paciente”, detalha a doutora.

A partir dos 25 anos, as pessoas param de produzir colágeno. Depois dos 30, além de não produzir, o organismo começa a destruir o que restou. “E, principalmente nos cinco anos que antecedem a menopausa, a mulher perde cerca de 60% do colágeno restante no corpo. É muita coisa”, completa Fernanda.

Idades variadas

O perfil etário dos pacientes que buscam a harmonização facial e suas vertentes – na maioria mulheres, emboratenha aumentado o número de homens que procuram – é bastante variado, indo, na média, dos 25 aos 50 anos.

O bioestimulador de colágeno, que tem sido o queridinho das famosas, não tem efeito imediato. “Então, a paciente pode terminar o procedimento, levantar da maca, olhar-se no espelho e pensar: ‘Caramba, só estou inchada, mas continuo igual’. É justamente isso. Ele não faz efeito na hora no organismo. A paciente começa a perceber o seu efeito a partir de 90 dias”, comenta a doutora. “Ao invés de envelhecer a cada dia, a paciente vai ficando mais jovenzinha. Vai sentir no espelho que a pele está mais bonita, mais firme, mas não vai saber o que é. Aí sim vai lembrar que passou meses antes pelo procedimento”, emenda.

As mulheres ganham dos homens em outro aspecto relacionado ao tratamento: na ansiedade. “Então, começo com o embelezamento para que ela sinta a melhora da autoestima e a vontade de se cuidar mais. Isso leva ao tratamento de rejuvenescimento, que é o que eu gosto de fazer”, afirma Fernanda.

Preenchimento labial, substâncias e distribuição


Fernanda Oliveira é referência em preenchimento labial. A doutora é bastante procurada em razão da técnica que utiliza, responsável por valorizar os lábios sem deixar um efeito artificial. “Fiquei conhecida como a doutora que faz lábios lindos”, afirma. Alguns pacientes, porém, têm de ser lembrados da importância de se atentar para esta parte do corpo pelo bem do processo.
“Há quem deseje mexer aqui e ali. Eu posso mexer em tudo no rosto. Se não mexer no lábio, ela não vai sair tão bonita e transformada. O preenchimento labial é algo que rejuvenesce. O lábio sempre precisa de alguma coisa, ainda que de uma pequena hidratação para poder dar uma vida e não um grande volume na boca”, sentencia.

A propósito, a doutora esclarece que não é a toxina botulínica, o botox, responsável pelo preenchimento do lábio e, sim, o ácido hialurônico – por sinal, as duas substâncias com as quais ela trabalha. Ele é um produto compatível com o nosso organismo, pois ele próprio produz ácido hialurônico. Ele repõe volume e possui propriedade altamente hidratante, pois ele é hidrofílico, isto é, puxa água para a região, deixando os lábios muito hidratados, assim como outras regiões do rosto também. Cada substância é aplicada em uma região.

“A toxina botulínica pode ser utilizada em toda a face, em alguns músculos específicos, tanto para uso terapêutico, como para o bruxismo, por exemplo, quanto para uso estético. Quando falamos na estética, utilizamos muito no terço superior da face, que compõe o músculo frontal, os músculos da glabela (para amenizar aquela cara de bravo), o orbicular dos olhos (o famoso pé de galinha), além de poder abrir olhar, trazendo jovialidade para a face, melhorando as ruguinhas móveis e prevenindo o aparecimento das rugas estáticas. A estática é aquela ruga que já ficou. Então, a toxina não vai tratar e, sim, apenas amenizar. As rugas móveis são aquelas marcas de expressão, que aparecem quando sorrimos ou ficamos bravas”, explica Fernanda. “As pacientes mais jovens fazem botoxpreventivo para relaxar a musculatura. Eu oriento a fazer duas vezes ao ano”, emenda.

Já no terço médio e inferior da face, a doutora explica que é trabalhada a reposição de volume e o reposicionamento dos tecidos, em que são usados o ácido hialurônico, os fios de PDO e bioestimuladores. “No caso do ácido hialurônico, dali a oito meses, um ano, ele começa a perder um pouco do seu volume. Isso também é segurança. Na estética, hoje em dia, não trabalhamos com produtos que durem ‘para sempre’, digamos assim. Todos os procedimentos precisam ser reversíveis”, argumenta.

Humanização

A humanização é um elemento muito importante no trabalho da doutora Fernanda Oliveira. “Ganhar paciente é muito fácil. Difícil é fidelizar. E graças a Deus eu tenho pacientes que são fiéis desde que comecei, há cinco anos. É um relacionamento que a gente constrói”, afirma. “Gosto muito de fazer um protocolo anual para meus pacientes. A gente vai fazendo realmente aos pouquinhos, o que é bom tanto para mim como profissional porque eu posso acompanhar o paciente sempre de perto quanto para o paciente que terá, além da estética, a sua saúde também resguardada”, emenda.
O trabalho de psicologia com as pacientes é constante, fator fundamental dentro dessa humanização. “A paciente chega com um monte de frustrações. Não apenas com o rosto, mas com a vida, relacionamentos familiares, amorosos e outros. Acredito que o paciente, quando chega para mim, não é só um rosto para embelezar. É uma alma, um ser humano, uma mente que está, às vezes, bagunçadinha e você tem que cuidar”, conta.

O contato direto com o paciente, além de fazer parte da humanização, também integra o pós-procedimento. “Faço o procedimento e, na mesma noite e nos dias que se seguem também, logo pela manhã, envio mensagem perguntando como está. São três dias mandando mensagem porque é o período em que pode haver algum efeito adverso. E elas sempre falam a respeito de como se sentem seguras ao fazer procedimento comigo e isso me deixa muito feliz. Dou meu contato para a paciente e digo que ela pode mandar mensagem na hora em que quiser. Não existe dúvida boba. Nada é bobeira quando se faz um procedimento assim. O pós-procedimento é muito importante”, detalha.

Contraindicações e intercorrências
Uma das máximas de Fernanda Oliveira é que o interessado em buscar um procedimento estético tem de fazê-lo quando estiver bem de saúde. E há situações em que isso é contraindicado.
“Não faço nada em gestantes ou na mamãe que está amamentando, assim como em quem possui doenças pré-existentes. Também é complicado de fazer algo em quem tem doença autoimune”, explica.
Inúmeras providências são tomadas para que não haja intercorrências. No entanto, elas podem acontecer e a doutora está preparada, contando com a colaboração e informações por parte do paciente. “Nunca trabalhei com nada que eu não soubesse resolver. Qualquer tipo de intercorrência causada por esses efeitos adversos acontece principalmente nas primeiras 24 horas. Nesse período a gente consegue resolver. Se o paciente me relata algum sinal de alerta, eu posso intervir”.

Mitos e alertas

Fernanda Oliveira destaca dois mitos que as pessoas têm. Um, considerado o principal pela doutora, é o medo de que o resultado fique artificial. “Hoje em dia, a facilidade que a internet traz a disseminação de fotos e relatos de procedimentos que deram errado ou ficaram artificiais. As pessoas tendem a ter medo. É uma dúvida e um medo que a maioria delas possui. Eu converso bastante durante a consulta, explico cada detalhe do procedimento e digo o quanto sou minimalista e respeitosa quanto à anatomia facial do meu paciente. Não trabalho com a artificialidade. Realmente busco a naturalidade”, afirma.

O outro é a pessoa achar que, se a interessada usar toxina botulínica com menos idade, o efeito vai parar de funcionar logo na pessoa. “Isso não existe. Você tem que fazer a toxina botulínica preventiva o quanto antes para não ter as rugas estáticas”, justifica.

Por sua vez, a doutora faz dois alertas ao interessado em buscar alguém para realizar qualquer procedimento deste tipo. “O primeiro é checar o registro desse profissional, se ele é habilitado a realizar e checar os trabalhos dele, porque hoje em dia o Instagram maquia muito tudo. E perguntar sempre o que está sendo utilizado em você. O paciente está pagando por aquilo e é algo muito sério. Então perguntem o nome do material e exijam a etiqueta do produto, que contém o nome, prazo de validade e expedição, bem como lote da Anvisa e outras informações”.

Atendimento

A doutora Fernanda Oliveira atende na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O agendamento é feito por link que está na página do Instagram da profissional (dra.fernandaolliveira). Uma consulta de avaliação é marcada para análise do que está indicado e se a pessoa pode receber este ou aquele tratamento.

“Peço fotos de toda a medicação que o paciente toma, para que não haja qualquer conflito de substâncias. Até chá de ervas pode interferir. Temos uma ficha de anamnese bem detalhada, onde consta todo o histórico do paciente, assinado por ele, respaldando que tudo aquilo é verdade. No meu consultório, trabalhamos não só com a beleza e, sim, com a saúde. Cuidamos do paciente como um todo”, detalha.


 
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