13/07/2022 às 15h14min - Atualizada em 13/07/2022 às 20h21min

Novo malware bancário para Android representa alto risco aos usuários de mobile banking

A Check Point Research relata um novo malware bancário para Android, o MaliBot; além disso, aponta uma nova variante do Emotet e que segue como malware mais prevalente globalmente (14,12%) e na lista do Brasil com o elevado índice de 42,19%

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Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software
A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de junho de 2022. Os pesquisadores relataram o surgimento de um novo malware móvel bancário para Android, chamado MaliBot, após a remoção do FluBot no final de maio.

Embora recém-descoberto, o MaliBot, um malware bancário, já alcançou o terceiro lugar na lista de malwares móveis mais prevalentes. Ele se disfarça como aplicativos de mineração de criptomoedas com nomes diferentes e tem como alvo usuários de mobile banking para roubar informações financeiras. Semelhante ao FluBot, o MaliBot usa mensagens SMS de phishing (smishing) para atrair as vítimas, a fim de que cliquem em um link malicioso que as redirecionarão para efetuar o download de um aplicativo falso contendo o malware.

Também em junho, o malware Emotet continuou aparecendo na posição de mais prevalente no mundo. Os pesquisadores relataram ainda sobre uma nova variante do Emotet, que surgiu no mês passado, cujos recursos visam o roubo de cartão de crédito e tem como alvo os usuários do navegador Chrome.

O  Snake Keylogger vem em terceiro lugar após um aumento em sua atividade desde que apareceu em oitavo lugar em maio. A principal funcionalidade do Snake é registrar as teclas digitadas pelos usuários e transmitir os dados coletados para os atacantes. Enquanto em maio a CPR testemunhou o Snake Keylogger sendo entregue via arquivos PDF, recentemente este malware foi distribuído por e-mails contendo anexos do Word marcados como solicitações de cotações.

“Embora seja sempre bom ver ações bem-sucedidas de aplicação da lei para derrubar grupos de crimes cibernéticos ou malwares, como o FluBot, infelizmente não demorou muito para que um novo malware móvel tomasse seu lugar”, afirma Maya Horowitz, vice-presidente de Pesquisa da Check Point Software Technologies.

“Os cibercriminosos estão bem cientes do papel central que os dispositivos móveis desempenham na vida de muitas pessoas e estão sempre adaptando e melhorando suas táticas para corresponder a isso. O cenário de ameaças evolui rapidamente e o malware móvel é um perigo significativo para a segurança pessoal e corporativa. Nunca foi tão importante ter uma solução robusta de prevenção de ameaças móveis”, alerta Maya.

Principais famílias de malware

* As setas referem-se à mudança na classificação em comparação com o mês anterior.

Em junho, o Emotet prosseguiu como o malware mais popular, afetando 14,12% das organizações em todo o mundo, seguido pelo Formbook e pelo Snake Keylogger, cada um impactando 4,4% das organizações globalmente.

Emotet - É um trojan avançado, auto propagável e modular. O Emotet era anteriormente um trojan bancário e recentemente foi usado como distribuidor de outros malwares ou campanhas maliciosas. Ele usa vários métodos para manter técnicas de persistência e evasão para evitar a detecção. Além disso, ele pode se espalhar por e-mails de spam de phishing contendo anexos ou links maliciosos.

↔ Formbook – É um InfoStealer direcionado ao sistema operacional Windows e foi detectado pela primeira vez em 2016. É comercializado como Malware-as-a-Service (MaaS) em fóruns de hackers ilegais por suas fortes técnicas de evasão e preço relativamente baixo. O FormBook coleta credenciais de vários navegadores da Web, captura telas, monitora e registra digitações de teclas e pode baixar e executar arquivos de acordo com as ordens de seu C&C (Comando & Controle).

↑ Snake Keylogger - É um keylogger .NET modular e que rouba credenciais, descoberto pela primeira vez no final de novembro de 2020. Sua função principal é registrar as teclas digitadas pelos usuários e transmitir os dados coletados para os atacantes. As infecções por Snake representam uma grande ameaça à privacidade e segurança online dos usuários, pois o malware pode roubar praticamente todos os tipos de informações confidenciais e é um keylogger particularmente evasivo e persistente.

Principais setores atacados globalmente e no Brasil

Em junho, o setor em destaque no mundo ficou por conta da Educação e Pesquisa, seguido pelos setores Governo/Militar e Saúde.

1.Educação/Pesquisa
2.Governo/Militar
3.Saúde

No Brasil, os três setores no ranking nacional mais visados em junho foram:

1.Governo/Militar 
2.Varejo/Atacado
3.Comunicações

O setor de Educação/Pesquisa ficou em sexto lugar no ranking nacional pelo segundo mês consecutivo.

Principais malwares móveis

Em junho,  o AlienBot é o malware móvel mais prevalente, seguido por Anubis e o novo malware bancário MaliBot.

1.AlienBot - A família de malware AlienBot é um Malware-as-a-Service (MaaS) para dispositivos Android que permite a um atacante remoto, como primeira etapa, injetar código malicioso em aplicativos financeiros legítimos. O atacante obtém acesso às contas das vítimas e, eventualmente, controla completamente o dispositivo.

2. Anubis é um cavalo de Troia bancário projetado para smartphones Android. Desde que foi detectado inicialmente, ele ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger, recursos de gravação de áudio e vários recursos de ransomware. Foi detectado em centenas de aplicativos diferentes disponíveis na Google Store.

3. MaliBot é um malware bancário do Android que foi detectado visando usuários na Espanha e na Itália. Este malware se disfarça como aplicativos de mineração de criptomoedas com nomes diferentes e se concentra no roubo de informações financeiras, carteiras de criptomoedas e mais dados pessoais.

Os principais malwares de junho no Brasil

O principal malware no Brasil em junho continuou sendo o Emotet, com um índice de impacto elevado de 42,19%  (este malware liderou a lista nacional de maio com índice de 23,55%). A novidade do Emotet, como mencionado no início deste texto, está por conta de uma nova variante identificada  em junho que tem recursos de roubo de cartão de crédito e seu alvo são os usuários do navegador Chrome.

Já o Chaes manteve-se em segundo lugar (com o mesmo índice de impacto de maio de 6,88%) no ranking nacional; este  malware ataca plataformas de e-commerce principalmente na América Latina e foi o responsável pela campanha que visava o roubo de informações de consumidores do Mercado Livre e Mercado Pago, entre outros.

O Índice de impacto de ameaças globais da Check Point Software e seu mapa ThreatCloud são alimentados pela inteligência ThreatCloud da Check Point, a maior rede colaborativa que fornece inteligência de ameaças em tempo real derivada de centenas de milhões de sensores em todo o mundo, em redes, endpoints e dispositivos móveis. A inteligência é enriquecida com mecanismos baseados em IA e dados de pesquisa exclusivos da divisão Check Point Research (CPR).

 
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