Previdência para quem?

 A marca do governo de Michel Temer é, definitivamente, a reforma da previdência. O propósito é nivelar o montante que entra e o montante que sai para pagamento de aposentadorias e pensões. No entanto, a justificativa do governo é que os 700 bilhões de reais arrecadados não é suficiente para atingir os vencimentos dos brasileiros que se aposentam todos os anos somados aos já aposentados. Uma estimativa de crescimento de expectativa de vida agrava a tal da preocupação - se é que ela existe. Estaria mesmo o governo preocupado com as contas a fim de reajustar os salários e as pensões de forma mais justa e cabível? Economistas, tributaristas, advogados generalistas falam por todas as bandas, esbravejam, alegando que a bola de neve só aumentará e o problema não desaparecerá se não for via reforma previdenciária. O que poucos ou, praticamente ninguém, tem falado é que... os recursos recebidos por todos os aposentados para onde vão? Não voltariam ao governo, em forma de impostos, via consumo de bens, produtos e serviços? Não seriam os aposentados os maiores pagadores de planos de saúde, viagens, estudos para os netos e toda a forma de sustentação familiar, em plena época de crise do desemprego entre adultos de 25 e 45 anos? Como será este refúgio dentre 2 ou 3 décadas? E mais, com a tal reforma, exigir que todo o idoso saia para trabalhar poderá ser inviável, em um cenário em que o profissional de 45 anos é considerado “velho” para determinadas funções? Fora os trabalhos braçais que exigem muito condicionamento físico, fora as empresas que optam sempre pelos mais jovens... onde estarão alocados os futuros idosos, sem aposentadoria digna e sem emprego? O Brasil, pelo que aparenta, caminha para um destino muito perigoso. Deus permita que não. 

*E o VAR?
*Tá na boca do povo
*Prefeitura revisará algumas clicovias
*Brasil... salve-se quem puder