Meritocracia em questão

As discussões mais acaloradas em torno de defender ideologias e atitudes de direita ou esquerda, conservadoras ou anárquicas, e todas as suas vertentes e possibilidades, colocam em xeque qual o sistema que traz chance e presenteia o mérito às pessoas. De fato, esquerdistas afirmam é que é preciso reequilibrar o senso de justiça em um país tão desigual, direitistas afirmam que políticas assistenciais não devolvem o mérito, mas contamina uma geração inteira de pessoas beneficiadas por recursos públicos e que afogam o país ainda mais em dívidas impagáveis. Até aqui nada surpreende e, longe de chegarmos a uma conclusão, é sabido que nenhum regime é perfeito e nenhum totalmente desastroso. Em muitas dessas conversas, sejam em redes sociais, em salas de aula, em grupos de intelectuais ou no bar, o termo meritocracia (ter direito ao mérito) é classificado como critério para definir qual o sistema mais justo. Bem, conservadores acusam de que a estratégia da esquerda é contra o mérito, a esquerda acusa a direita de que não há mérito algum em colocar para competir pessoas com origens tão diferentes. Notório é o fato de que a meritocracia puramente conceituada não pode ser considerada viável. Não há mérito em nascer em um ambiente de milionários, como não há demérito, ou seja, falta de mérito, em nascer em um ambiente pobre. Simplesmente este conceito de meritocracia está ultrapassado, pois a forma de se medir o quanto um cidadão poderá atingir voos em sua vida é peculiar a cada um. Descartado o mérito como dividendo de opiniões, é preciso pensarmos em novas formas de questionar regimes políticos e conceitos a serem traçados. Que se abram as mentes e se escrevam as novas páginas da política nacional.

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