O povo precisa, mas o Plano de Saúde Popular é complexo demais

A intenção é boa, mas a prática é um pouco amarga. No que se chama Plano de Saúde Popular, uma parte seria paga pelo Estado, mas a outra pela população. O Ministério da Saúde encaminhou para a ANS analisar o chamado Plano de Saúde Popular. Fruto do trabalho de uma comissão composta pelos setores interessados no assunto, o Plano Popular chega com uma série de inovações em relação aos planos de saúde privados convencionais.
A razão de ser dessas mudanças é permitir que o Plano Popular custe significativamente mais barato, mas, como não existe almoço de graça, elas acabam fazendo com que ele seja menos abrangente do que os planos tradicionais.
Por exemplo, se os planos de saúde têm prazo de 14 dias para garantir um determinado atendimento, como acontece hoje, a ideia é estender esse prazo para 30 dias nos planos populares. Além disso surge a figura da segunda opinião obrigatória, antes da realização de determinados procedimentos mais complexos.
As propostas enviadas para a ANS excluem em determinados produtos internação, urgências e exames de alta complexidade. Vale dizer, esse plano seria um plano híbrido, já que para os atendimentos de alta complexidade o segurado continuaria usando a rede pública, cabendo ao plano privado custear os procedimentos mais simples. Enquanto isso, é torcer para que Deus nos abençoe com saúde, pois, no que dependermos dos outros, morreremos na praia.

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