A Homenageada do

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A homenageada Maria Angela Manzione Giavarotti com os filhos Thais e Danil

As mães dariam suas vidas, pelas vidas dos filhos. Dariam também um pedaço de si para que a saúde do filho fosse restabelecida. Apesar da intenção repleta de verdade e paixão, poucas vezes as mães têm a oportunidade de salvar a vida de um filho, com certeza anseio de todas as mães. Na presença de doenças incuráveis dos filhos, seguem a sina dramática da Virgem Maria, que acompanhou o calvário de Jesus, em quietude sofredora, aceitando os desígnios do Senhor. Ela em sua santidade, com a força transformadora do amor de Mãe, com certeza trocaria sua vida pela de Jesus, mudando o rumo da história. Mas nossa mãe celestial mostrou resignação no sofrimento, por que tudo já fora revelado a Ela, e assim seria feito, pela graça de Deus e pelo bem da humanidade. Deus ofereceu a uma mulher a oportunidade de salvar a vida de seu filho. A excepcionalidade dessa ocorrência marcou sua existência e de sua família. Um filho veio ao mundo num parto difícil, portador de doença congênita, que se tornou crônica e permeou toda sua infância, adolescência e maturidade. Sua mãe, com a força que só as mães podem ter, com a graça da fé e do amor, cuidou, tratou e o acolheu, fortalecendo o sopro de vida que restava ao menino. Com resignação de quem confia, com mãos firmes, caminhou com a criança até a idade adulta, que nesse tempo, com a saúde combalida, precisou de tratamento mais agressivo para manter sua vida. Um transplante era a solução, e a mão divina preparou essa mãe, deu-lhe a revelação como o anjo à Maria Santíssima, e prenhe de luz, dentre tantos testes, em tantas pessoas, ela foi a escolhida para ser a doadora. O sucesso do procedimento e a retomada da saúde do filho, nos faz refletir sobre esses destinos e, nos maravilhar pelo desígnio dessa mãe, de poder através da doação de parte de seu corpo, pela segunda vez dar a luz ao seu filho. Num parto extemporâneo, expôs a essência de ser mãe, promovendo o surpreendente renascimento e a união indissolúvel dos tecidos e espíritos, em corpos diferentes. As mães têm o poder de dar a vida aos filhos, e realizarem quantos partos forem necessários, para confirmarem o pacto natural e divino que têm com a Criação. As mães, benditas mães, incansáveis guardiãs das almas dos filhos, sabem pelos anjos, que seus corpos a elas não pertencem. Os filhos são presentes temporários, enriquecedores, gerados e criados na diversidade da alma humana, que só elas sabem acolher, abençoar e proteger, com paciência, tolerância e amor Maternos. Que aqui nesse dia, o relato sobre a experiência de vida da Sra. Maria Angela Manzione Giavarotti e de seu filho Daniel, sejam além de homenagem, um toque inspirador para todas mulheres, mães, e futuras mães, para que desfrutem da maternidade como uma dádiva Divina, sutil, abençoada e determinante da felicidade das famílias.