Zona leste será beneficiada com privatização de Parque Lajeado

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O programa de privatizações é pela central da agenda do tucano, que pode disputar as eleições deste ano. A tendência é que ele tente ser candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB - para isso, Doria terá de deixar o cargo até o início de abril.

O primeiro lote de parques municipais a ser concedido para a iniciativa privada pela gestão João Doria (PSDB) contará com o parque Lajeado, em Guaianases, Zona Leste, Ibirapuera e outros quatro localizados em demais regiões. Os demais parques deverão ser de outras regiões do município. Ao montar o “combo”, a prefeitura tenta fazer com que a iniciativa privada arque com as reformas básicas, que sempre saem do bolso da população, e aparentemente sem ótimos resultados, e a manutenção de parques considerados menos atraentes pelo mercado. 
A empresa vencedora da licitação, então, teria a oportunidade de explorar os cinco parques, como o Lajeado e o Ibirapuera, este último considerado o mais rentável de todos na cidade. O Lajeado tem aproximadamente 36 mil m², um dos mais novos: foi inaugurado em 2010. Já o Eucaliptos foi criado em 1995 e tem cerca de 15 mil m². Ambos são parques com instalações modestas, que, segundo as intenções da prefeitura, devem ser modernizadas pelo novo gestor. 
No caso do Ibirapuera, a empresa vencedora (que a prefeitura espera que seja definida ainda no primeiro semestre) ficará com a renda proveniente de restaurantes e bares, de estacionamento, do patrocínio de shows ao ar livre e do aluguel de bicicletas. A Oca, o Auditório Ibirapuera, o Viveiro Manequinho Lopes, o Planetário e o Pavilhão das Culturas Brasileiras também poderão gerar receitas para a empresa vencedora. Com cerca de 10,6 mil m² de área construída, o edifício da Oca poderá, por exemplo, receber eventos corporativos e exposições artísticas. O Auditório passará para as mãos da concessionária apenas em 2020, após o término do acordo de gestão com o Instituto Itaú Cultural. Segundo estudo preliminar publicado no site da prefeitura, o Ibirapuera necessita de obras que somam ao menos R$ 22 milhões, o que inclui a reforma da marquise e do viveiro, entre outros problemas citados. Mas o valor exigido em investimentos deverá ser bem maior. Inaugurado em agosto de 1954, o Ibirapuera tem uma área total de 1,58 milhão de metros quadrados e possui 163 espécies de animais listados. Cerca de 238 mil pessoas moram no entorno do Ibirapuera, considerando um anel de dois quilômetros. 
A programação da Prefeitura de São Paulo prevê a privatização de todos os 107 parques existentes na cidade e também do Parque Campo de Marte, que ainda será criado após acordo com a União. Ao lado da publicação do edital da concessão do mercado de Santo Amaro, o lançamento do “combo” de parques inaugura temporada na qual a gestão Doria prevê passar diversos equipamentos para a iniciativa privada.  
A gestão trabalha com o final de junho como prazo para que o “combo” de parques,  o estádio do Pacaembu e os demais mercados estejam sob comando de empresas. O pregão para escolha do assessor financeiro que realizará a venda do Anhembi e da SPTuris acontecerá em 28 de fevereiro. A privatização do autódromo de Interlagos, de terminais de ônibus e do Bilhete Único devem avançar só no segundo semestre.