A democracia não pode degenerar em anarquia

Júlio César Cardoso

Assistimos, na tribuna do Congresso Nacional, ao revezamento de parlamentares   da esquerda festiva, que  empregaram o seu tempo para protestar contra a convocação das Forças Armadas para pôr ordem em Brasília, onde baderneiros de tendências nitidamente esquerdistas desembarcaram para subverter a ordem e atacar de forma covarde os prédios públicos, pondo em risco a vida de pessoas.
O que houve na capital federal  foi a desmoralização da democracia, patrocinada pelos anarquistas dos partidos de esquerdas, que não engoliram até hoje o impeachment constitucional da incompetente, e agora implicada na Lava-Jato e JBS, Dilma Rousseff.  Assim, a transgressão das regras democracia por manifestantes baderneiros não encontra razoabilidade no espírito democrático de nação civilizada.
O direito democrático de se manifestar de forma civilizada tem amparo em nossa Constituição. Agora, a ação anárquica daqueles que  subvertem a ordem e partem para a agressão de cidadãos e dos bens públicos deve ser repelida não só com a veemência da lei, mas também com  o emprego moderado do aparato militar.
Deste modo, causa perplexidade que parlamentares e sectários de partidos de esquerda venham de forma hipócrita e demagógica defender os baderneiros e condenar a convocação  das Forças Armadas, fazendo conotações rasteiras ao período do governo militar.
Jamais Brasília foi palco de tamanha selvageria, tendo os seus prédios públicos danificados e saqueados por bandos de militantes vermelhos, que não respeitam o Estado Democrático de Direito.  
Não se  pode aceitar que a democracia degenere em anarquia. As Forças Armadas têm que ser acionadas sempre que o país ficar incontrolável, como se encontrava  Brasília, em 24/05/2017. E é pena que o pusilânime governo Temer tenha se acovardado diante das críticas sofridas, mormente pelos sectários esquerdistas e resolvido recuar, mandando suspender a presença das Forças Armadas nas ruas de Brasília.
O Brasil continuará ingovernável se não houver uma ampla reforma política já, para que esteja em vigor nas próximas eleições gerais, em outubro de 2018, e na qual os interesses maiores do Brasil, da sociedade enfim, prevaleçam  em relação aos interesses políticos.
Sem uma ampla reforma política, o Brasil permanecerá mergulhado em crises política, social e econômica, que atrapalham a retomada do crescimento e a volta dos empregos, que hoje representam quatorze milhões de desempregados.
Portanto, antes de se pensar em eleição direta intempestiva, dever-se-ia preocupar com a reforma política já, que contemplasse, entre outras coisas, por exemplo, para as eleições de 2018, a candidatura somente de gente nova – nem os atuais e nem os ex-políticos -, a revisão constitucional para (1) a extinção da reeleição, dos  privilégios de foros e da prerrogativa de o presidente da República indicar os ministros dos tribunais superiores (STF,STJ,TST,TSE,STM),  os quais deveriam ser pinçados dos próprios quadros do Judiciário e submetidos à aprovação do Senado; (2) a instituição  do voto facultativo, do sistema distrital puro de eleição e da candidatura avulsa sem vinculação partidária; e  (3) para a redução drástica de partidos políticos e da quantidade de parlamentares no inchado Congresso Nacional e nos demais legislativos.

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